Hora de laçar o touro a unha


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Os volantes Xipote e Santos (esq.) marcam firme jogador da Matonense, em jogo da primeira fase da Série A-3: hoje, contra o Barretos, não será diferente
Os volantes Xipote e Santos (esq.) marcam firme jogador da Matonense, em jogo da primeira fase da Série A-3: hoje, contra o Barretos, não será diferente
Vitória a qualquer custo. Esta é a palavra de ordem da Francana para a partida deste domingo, às 11 horas, diante do Barretos, o “Touro do Vale”, no Lanchão, pelo Campeonato Paulista da Série A-3. Se vencer, será o segundo resultado positivo em seqüência e o time se afastará ainda mais da zona de rebaixamento, onde permaneceu até duas rodadas atrás, quando foi derrotado pelo Osvaldo Cruz em pleno Estádio Municipal. Desta partida, o técnico Souzinha não quer nem ouvir falar. “Foi um jogo atípico. Tanto que nem repetimos essa má atuação depois disso”, declarou, referindo-se à vitória contra o Atlético Monte Azul, no sábado de Carnaval, em Monte Azul Paulista. A Francana vive hoje um clima de renovação, ou ao menos uma tentativa. Será o primeiro jogo após à saída do supervisor Wagner Ribeiro. No entanto, o seu substituto, Cristóvão Chagas, só assumirá de fato o cargo nesta segunda-feira. A diretoria registrou mais quatro jogadores para reforçar o elenco de reservas do técnico Souzinha. Ao contrário, o Barretos não conseguiu registrar Altair, atacante de 26 anos, por absoluta falta de dinheiro. Aliás, se chegou a faltar comida no alojamento dos jogadores da Francana (fato que diretoria, jogadores e comissão técnica consideram assunto morto e sepultado), no time barretense a situação é pior. Os jogadores partirão para o espetáculo na manhã deste domingo e só almoçarão quando voltarem a Barretos, por volta das 15 horas. A penúria da equipe da terra que investe milhões de dólares na “Festa do Peão” tem irritado o técnico Kiko. Provavelmente, após o jogo de hoje, em caso de nova derrota, sua saída será dada como certa. No entanto, se o adversário está fragilizado nos bastidores, o técnico Souzinha não quer clima de “já ganhou” no time. “A crise pode ser um estímulo a mais para eles. Todo cuidado é pouco”, completou o treinador. Leia mais na Página E-2

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