Por sua maior facilidade, o esperanto foi a única língua construída a sobreviver e a desenvolver uma cultura e uma literatura. Os radicais formadores de palavras são em sua maior parte de origem latina, o que torna o vocabulário ainda mais fácil para quem tem o português por língua nativa. O idioma é regido por regras claras e sem exceções, como, por exemplo, a do plural. Os verbos ser e estar, distintamente do que acontece nos demais sistemas lingüísticos, são sempre regulares.
Para o escritor e erudito italiano Umberto Eco, autor de O Nome da Rosa, A Ilha do Meio do Mundo e Em Busca da Língua Perfeita, entre outros, do ponto de vista lingüístico é uma língua muito bem elaborada. “Todos os movimentos em favor de línguas internacionais fracassaram, porém não o do esperanto, que permanece unindo grupos de pessoas em todas as partes do mundo, porque por trás dele existe uma idéia, um ideal (...) idéia de fraternidade, idéia pacifista, que ainda mantém a comunidade dos esperantistas. Não se pode dizer que ele fracassou. Mas é preciso dizer uma coisa: o motivo pelo qual uma língua triunfa é sempre indefinível”.
Além do contato com pessoas de diversos países, para aqueles que viajam ao exterior saber a língua pode ser especialmente útil. O Pasporta Servo é um dos catálogos de pessoas que oferecem hospedagem para viajantes. Pode-se assim ter um contato direto com a vida familiar e cotidiana de outro país. “Dentro de muitas ONGs, inclusive a Fundação Rotary, talvez uma das maiores organizações não-governamentais do mundo, há também o incentivo ao esperanto e o projeto de torná-lo um dos idiomas-chave para sua comunicação internacional”, finaliza Cleder.
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