Da capital britânica a uma fábrica na terra do calçado


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A técnica foi desenvolvida em Londres (Inglaterra), mas o acabamento final das bolsas feitas de sacolinha de supermercado se deu em Franca. Foi justamente por causa do apoio recebido que a designer Juliana Zacarelli Soares veio parar na cidade. Após bater na porta de quatro fábricas francanas, especializadas na confecção de bolsas, Juliana, que estava quase desistindo, finalmente encontrou o apoio de que precisava. Ao se deparar com o projeto apresentado pela designer, Luís Miguel Correia Assunção, proprietário da Uping, resolveu produzir as bolsas. “Minha especialidade são bolsas de couro. Mas acreditei no trabalho dela por ser diferenciado. Hoje, todo mundo copia todo mundo e as peças da Juliana são exclusivas. Por isso, resolvi confeccioná-las”, disse. A parceria foi fechada há pouco mais de um mês e, neste período, foram produzidas 20 peças, as quais serão expostas, neste mês, na Inglaterra. “A produção foi pequena, não por falta de estrutura e sim pela qualidade exigida pelo produto, que é bem delicado. Além disso, só a Juliana produz o material”, afirmou Miguel. Segundo ela, que acompanhou o processo de perto, os cuidados com a parte de costura tiveram que ser redobrados. “É um trabalho bem mais delicado, por isso é muito complicado”, disse Assunção. O sonho da ribeirão-pretana é agora montar uma loja em São Paulo para vender sua produção, que leva o nome de “Maria Lixo”. Maria porque é o nome mais popular no Brasil e lixo, porque a matéria-prima é o lixo.

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