“A Polícia Militar não é um ou dois homens, mas 94 mil pessoas apenas no serviço da ativa”. A comparação de números acima partiu do comandante do 15º Batalhão da PM de Franca, tenente-coronel Emerson Justus, não por acaso, mas em resposta aos mais recentes envolvimentos de policiais sob o seu comando em atos reprovados pela comunidade.
Numa conversa com o Comércio da Franca, que durou quase 50 minutos, o tenente-coronel Justus refutou de todas as formas a tese de que a instituição perde a credibilidade quando a prisão de um policial por participação em um assalto ou as demonstrações de bravura às avessas por parte de um sargento tornam-se fatos com repercussão pública.
A prova, em sua opinião, de que a confiança não foi rompida ou abalada com fatos esporádicos – como os soldado Maldonado ou do sargento Marcos Emerenciano, ou, há alguns meses, quando integrantes da Força Tática causaram um tumulto na Vila São Sebastião, após a abordagem e detenção de uma pessoa –, é que o primeiro serviço a que a população recorre quando se sente ameaçada é a Polícia Militar, ainda que essa ameaça parta dos próprios policiais. “Entendo que o cidadão tenha claro que a PM vá resolver o seu problema, que aqui, se errou, ninguém alisará a cabeça de quem quer que seja”, disse o comandante do batalhão de Franca.
Citando especificamente os casos do soldado Alexsander Charles Maldonado, 24, preso na madrugada do dia 5, em Cajuru, e do sargento Marcos Emerenciano, unanimidade negativa no Parque dos Pinhais, onde mora, posto a que foi promovido depois de dezenas de pessoas fizeram um abaixo-assinado denunciando sua truculência, o tenente-coronel Emerson Justus fez ressalvas diferentes, afirmando que o primeiro deverá voltar para Franca, mas não para o policiamento, até que seu processo se encerre. Já sobre o sargento, a ênfase foi dada em sua atuação profissional, que, na opinião, do comandante, não pode ser desmerecida por causa de uma discussão entre vizinhos, apesar de seu afastamento, como “resposta à sociedade”, nas palavras do próprio Justus.
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