Ao contrário de atuações da Ordem dos Advogados do Brasil em todo o país na defesa pelos direitos humanos, além de participações em questões políticas decisivas para o País, como o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, a representação do órgão em Franca parece não muito disposta a tomar iniciativas desse porte, ao menos voluntariamente.
Sem pontuar, o diretor de direitos humanos da Subseccional de Franca da OAB, José Carlos Jordão da Silva, disse que abusos vêm sendo cometidos por integrantes das polícias civil e militar, mas, que a entidade não entrará em atrito com os infratores, já que não é esse seu papel. O advogado sustentou que, ao contrário do que pode ser imaginado, a OAB não está omissa. “Estamos fazendo nossa parte, tomando providências, desde que, para isso, os casos cheguem até nós e as pessoas nos procurem”, afirmou o diretor, antes de emendar que a unidade de Franca não tem estrutura para “sair correndo atrás de denúncias”.
Tanto o Jordão quanto o vice-presidente Roberto Prior destacam que a solução para os embates sociais aos quais o cidadão comum está sujeito é simples: se tiver recursos, procure um bom advogado; se não tiver, que vá até a OAB, onde terá um defensor nomeado e pago pela entidade.
Sobre denunciar irregularidades, crimes ou abusos, a tarefa estaria mais ligada à imprensa e ao Legislativo que à OAB, ainda de acordo com o diretor Jordão, que acabou chegando à síntese da questão, afirmando que a entidade não faz política nem debates públicos. “Somos uma entidade representativa de classe e a defesa dos cidadãos cabe ao Ministério Público”.
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