Sapateira agredida vai responder a processo


| Tempo de leitura: 2 min
A sapateira Marisa Roque Silva foi agredida a canetadas pela servidora responsável pelo atendimento na Unidade Básica de Saúde do Jardim Aeroporto: de vítima a indiciada
A sapateira Marisa Roque Silva foi agredida a canetadas pela servidora responsável pelo atendimento na Unidade Básica de Saúde do Jardim Aeroporto: de vítima a indiciada
O secretário municipal de Administração e Recursos Humanos de Franca, Jerônimo Sérgio Pinto, fez um “mea culpa” no que cabe de responsabilidade à administração no caso da sapateira Marisa Roque Silva, que sofreu uma agressão da servidora responsável pelo atendimento na Unidade Básica de Saúde do Jardim Aeroporto. No dia 26 de dezembro, a trabalhadora foi até a UBS para ser atendida. Como não era moradora da região, teve o agendamento recusado. Daí para frente, por razões ainda não totalmente explicadas, uma servidora a teria agredido com uma canetada no queixo. Enquanto a usuária diz que foi agredida deliberadamente, a servidora disse que se defendeu das investidas de Marisa, que teria invadido seu local de trabalho. Mesmo que não se tenha chegado a conclusão alguma, a única coisa que se sabe até agora é que a usuária deve responder a queixa-crime por agressão contra a funcionária, procedimento instaurado a pedido da Prefeitura. O caso da UBS Aeroporto, muito mais que uma discussão, mostra o despreparo de servidores públicos no atendimento à população. “Se houvesse o mínimo treinamento, isso não teria acontecido”, disse Jerônimo Pinto, cuja Secretaria é a responsável pelas inter-relações entre funcionários e entre estes e a população. “Desvios acontecem em qualquer organização, mas estamos aqui para uma única função: prestar atendimento ao público”, avaliou Pinto. Partindo de um integrante do primeiro escalão da administração municipal, a afirmação até surpreende, mas para Jerônimo Pinto, sob o olhar da sociedade, as instituições estão falidas. “Eu poderia ser corporativista e dizer que as pessoas confiam no Legislativo, no Executivo e no Judiciário, mas seria falso”, afirmou o secretário. “As pessoas morrem de medo da polícia, que deveria dar segurança, desconfiam do juiz, que deveria fazer justiça, e têm medo do médico, que deveria zelar pela sua saúde”. Embora, em sua opinião, 90% dos servidores públicos sejam honestos e tenham comprometimento com a função que exercem, o conceito deste tipo de serviço é generalizadamente ruim. “As pessoas já chegam armadas, porque não depositam fé em nosso trabalho e porque não temos credibilidade”. A Prefeitura de Franca ainda não concluiu o processo contra a servidora municipal.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários