A Igreja Católica no Brasil tem, tradicionalmente, um histórico de lutas e intervenções contra injustiças praticadas pelo maior sobre o menor, contra a violência institucional da polícia e ainda deixa clara sua visão em assuntos pouco afeitos à sua missão, como quando invade o campo da política para se fazer ouvida.
Em Franca, o Comércio procurou por um expoente da Igreja para conhecer sua opinião sobre a crise de identidade por que passam algumas instituições. Cauteloso, o Padre Ovídio Andrade, da Paróquia São Sebastião, disse que “hoje em dia” é muito cético em relação ao que chega as seus ouvidos. “Sou muito crítico quanto ao que ouço, porque é muito fácil atirar pedras sem procurar saber o que realmente está acontecendo”, disse o religioso. “Falo com sinceridade que não vou dando muito ouvido ao que é dito por aí”.
OPINIÃO
Padre Ovídio, que é assessor da Pastoral do Menor em Franca, evitou comentar os casos apresentados pela reportagem, alegando que não tinha elementos para formar opinião. Sobre o caso do soldado Alexsander Charles Maldonado, 24, preso em flagrante dia 5, após participar do furto de um trator na zona rural de Cajuru, padre Ovídio foi um pouco mais incisivo, mas ainda assim meio comedido. “Se ele cometeu um crime, tem que pagar. Tinha que dar exemplo”, afirmou.
Na breve conversa com o Comércio da Franca, padre Ovídio Andrade ressaltou a necessidade de que as pessoas busquem seus direitos, cobrando satisfação dos órgãos ou entidades a que recorrem. “Precisamos buscar a justiça e sermos justos ao mesmo tempo”.
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