Na Vila Aparecida, uma praça sem sossego


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O mototaxista Paulo Roberto Custódio, presidente da categoria, é entrevistado pelo repórter Daniel Rodrigues da rádio Difusora, ontem, na praça da Capelinha: reclamação contra ilegais
O mototaxista Paulo Roberto Custódio, presidente da categoria, é entrevistado pelo repórter Daniel Rodrigues da rádio Difusora, ontem, na praça da Capelinha: reclamação contra ilegais
Praça da Capelinha. Cenário perfeito para quem gosta de passear com a família ou com os amigos. Cercada por árvores, canteiros, amplas áreas de lazer e, como não poderia deixar de faltar em qualquer praça, os bancos. Mas, hoje, a velha praça já não é mais sinônimo de lazer e diversão para quem vive na Vila Aparecida. A opinião é comum entre os moradores que participaram ontem da transmissão itinerante de todas as sextas-feiras do programa Fale Sem Medo, pela rádio Difusora. O moldador Valdir Soares da Costa, 43, contou que, nos últimos meses, abriu mão de um costume que tinha todos os domingos: levar à praça para brincar seus dois filhos, de 8 e 6 anos, respectivamente. Motivo: a falta de segurança. “Não dá mais”, disse, indignado. “São muitos usuários de drogas perambulando por aqui e, à noite, é uma turma de bêbados que nos tira o sono”. A dona de casa , Eliete Vieira de Almeida, ressaltou que a situação incômoda não é comum apenas à noite. “Não tem hora! De manhã e à tarde, tem drogados na praça”, afirmou. “Isso acontece porque ninguém fiscaliza a área como deveria”, disse. A vendedora Sandra Soares de Matos ainda aproveitou a presença de Hélio Rodrigues e dos repórteres Alexandre Silva e Daniel Rodrigues para reclamar do trânsito. Inconformada e sem economizar palavras, lembrou que, na semana passada, enquanto tirava seu carro da garagem, um outro veículo aproximou-se em alta velocidade e colidiu com a parte da frente de seu automóvel. “Se existisse uma lombada na rua, eu não teria esse prejuízo. Moro em uma rua estreita, onde ninguém respeita a velocidade”. MOTOTAXISTAS Os mototaxistas também aproveitaram a presença da Kombi itinerante do Fale Sem Medo na Vila Aparecida para falar nos microfones sobre suas reivindicações. Vieram sete, acompanhados do presidente do sindicato da categoria, Paulo Roberto Custódio. Para ele, é urgente a necessidade de abrir inscrições para novos mototaxistas na cidade. “Hoje, há aproximadamente 200 mototaxistas clandestinos”, informou. “Não sou contra a presença deles, mas o problema é que, se não forem abertas novas inscrições, a clandestinidade proliferará”. Rafael de Souza acredita que deveriam ser instalados novos pontos de apoio na cidade. “Há lugares de bastante movimentação, como hospitais e escolas, onde a demanda é grande, e falta um ponto de mototaxi”, disse. “Pagamos agência e seguradora, mas nunca somos atendidos quando reivindicamos”. O problema, na maioria das vezes, é que nem os próprios mototaxistas sabem onde recorrer. Foi o caso de Reinaldo Gimenes, mototaxista há dez anos, que disse ter sabido da existência de um sindicato para a categoria somente ontem, quando conheceu Custódio. A reportagem tentou entrar em contato com o responsável pela área no Dinfra e conferir se há previsão de abertura de novas vagas. Durante toda a tarde, em nenhuma ocasião o telefone do órgão atendeu.

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