Parabenizo o Comércio da Franca pela cobertura do Carnaval 2006 na região. Várias cidades foram visitadas e seus festejos verificados pelos repórteres do jornal. Eu mesma sou prova disso, pois pude conferir o fotógrafo deste periódico retratando os foliões de minha cidade, Patrocínio Paulista.
Aí entram minhas críticas.
A cobertura da folia de Patrocínio pecou pela falta de alguns dados, que nem mesmo o repórter sabia. O preço para se “esbaldar” no recinto era um quilo de alimento não perecível. Até aí tudo bem, mas o que o jornal não cobriu foi a cobrança pelos seguranças, que apenas cumpriam ordens dos organizadores, de não receberem certos tipos de alimentos. Tudo bem não aceitar sal, mas muitos foliões foram impedidos de entrar por portarem alimentos não muito bem-vindos, como milho, fubá, óleo e outros. Ouvia-se que já tinha muito alimento deste tipo.
O segundo dado foi em relação à proibição da entrada de menores desacompanhados de adultos ou responsáveis. Segundo uma fonte segura (jornalista que se preze nunca revela os nomes de suas fontes), a proibição partiu do juiz da cidade, que teve tal atitude devido à falta de uma liberação do Corpo de Bombeiros para a realização da folia. Porém, muitos menores estavam dentro do recinto sem seus acompanhantes. Falha de quem? Prefeitura ou juiz?
E para terminar faltou uma opinião de um morador sobre a festa. Deixo aqui a minha. Moro há 23 anos em Patrocínio (desde que nasci) e nunca vi um Carnaval tão ruim como esse. Mas, graças à cobertura do Carnaval de Cássia (MG), mudei de ares.
Gabriela Nascimento Leite
é jornalista e membro (suplente) do Conselho de Leitores do Comércio da Franca
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