Quem poderia imaginar que aquele menino da pequena cidade mineira de Diamantina, orfão de pai, viria a se tornar uma das figuras políticas mais marcantes da História do Brasil?
Juscelino Kubitschek de Oliveira, conhecido por tantos apelido carinhosos como “Nonô”, “Peixe Vivo” e “JK”, era médico, mas trocou o consultório pelo palanque.
Por ser defensor convicto da democracia, Juscelino não gostava de comentar que em 1932 havia lutado contra os revolucionários constitucionalistas de São Paulo e a favor de Getúlio Vargas, que viria a se tornar o maior ditador da História brasileira.
Foi deputado, prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais. Mas quando se tornou presidente da república (em 31 de janeiro de 1956), passados menos de dois anos do suicídio de Vargas, é que Juscelino começava a escrever um novo capítulo da História. Contudo as opiniões póstumas sobre a “era JK” são divergentes.
Quanto a construção de Brasília, pode-se afirmar que a nova capital ajuda a levar o desenvolvimento para o interior. Mas a despesa com a aventura no planalto central poderia ter sido investida nas pessoas e obras para os miseráveis da velha capital, o Rio de Janeiro, e evitado que o problema das favelas e da violência tomasse as proporções atuais naquela cidade.
O desenvolvimento industrial da época também é impressionante, de modo que o crescimento do setor passou dos 40%. Mas por outro lado, a equipe econômica não conseguiu evitar que a inflação chegasse a 30%, despertando o “dragão” que só seria amansado em meados dos anos 90 com o plano Real.
Juscelino construiu grandes obras e rodovias, mas usou dinheiro dos fundo de pensão, dando o primeiro passo para o problema previdenciário atual.
Polêmicas à parte, Juscelino soube ser amado, e foi indiscutivelmente um paladino da democracia.
Foi exilado após o golpe militar de 1964. Em 1967, faleceu em um acidente automobilístico sobre o qual até hoje pairam suspeitas de ter sido provocado por sabotadores. Ele morreu sonhando ver o dia em que os brasileiros voltariam a escolher seus governantes.
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