Sem lixeiras, detritos se espalham por avenida


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Funcionários da Prefeitura de Franca retiram lixeiras instaladas pelos próprios moradores na Avenida Elias Verzola Gosuen, na Santa Cruz
Funcionários da Prefeitura de Franca retiram lixeiras instaladas pelos próprios moradores na Avenida Elias Verzola Gosuen, na Santa Cruz
Arnon Gomes da Redação Avenida Elisa Verzola Gosuen, Santa Cruz. No canteiro central da via, existiam seis lixeiras, todas de metal. Foram colocadas há um ano, por iniciativa da própria comunidade. O objetivo era conter a sujeira doméstica jogada que ia parar na via. Desde ontem, elas já não estão mais por lá. Funcionários da prefeitura foram ao local, pela manhã, fazer a remoção. Retiraram as lixeiras, mas deixaram espalhado pelo canteiro os restos acumulados a serem recolhidos pelo caminhão da coleta de lixo da cidade somente à noite. Para desespero e indignação dos moradores das proximidades, o fato marcou o retorno de um problema que parecia estar solucionado na avenida: o acúmulo de materiais em plena via pública. “Quando colocamos as lixeiras, pusemos também placas para orientar as pessoas a preservar o espaço”, disse o morador Marciel Luís Fernandes, 31, que vive em uma casa na avenida desde quando nasceu. “Agora, o que poderemos fazer para orientar nossos vizinhos a não sujar as ruas?”, argumenta. A dona de casa Joana Maria Xavier frisa que o problema vai além dos canteiros. “Há calçadas onde não há cestos”, diz. Para cuidar dos canteiros, a vizinhança juntou dinheiro e contratou até jardineiro. Um deles é Eurípedes Domiciano Silva, 64. Uma vez por mês, este senhor passa o dia na avenida varrendo, cortando grama e plantando. “É um trabalho particular que poderia ser executado pela prefeitura”, lembra sem esquecer que recebe R$ 40 a cada limpeza que faz no local. Com o dinheiro extra, complementa sua renda mensal, hoje em cerca de R$ 700. PRATICIDADE A insatisfação da população do bairro tem ainda outro motivo. Além de pagar pela manutenção do local, há moradores que desembolsaram R$ 160 para a colocação de duas lixeiras. Segundo o pespontador Sidney Henrique da Silva, 45, os objetos instalados defronte a mecânica que trabalha custou esse valor. “No final, saiu barato, pois o gasto foi dividido entre sete famílias”, disse. Silva ressalta que, quando havia as lixeiras, o trabalho dos funcionários da limpeza era favorecido. “Isto porque não precisavam pegar sacolas nas portas das casas”, afirmou Silva, morador do bairro há 20 anos. Como conseqüência da medida da prefeitura, ontem, pela manhã, já se viam sacolas plásticas, telhas, papelão, entre outros detritos espalhados pelo canteiro. Depois de retiradas, as lixeiras foram devolvidas aos moradores, que não poderão instalá-las no lugar novamente, atribuição prevista para o poder público. Só que na prefeitura local, não há previsão de novas lixeiras na avenida.

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