Indiciados apontaram dois motivos para o crime


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A morte dos irmãos Carlos Eduardo Pires e Robson Francisco Pires teve pelo menos duas versões apresentadas pelos envolvidos no crime: como resultado de um latrocínio - eles queriam roubar o Vectra dirigido por uma das vítimas - e um assassinato sob encomenda. O delegado-adjunto da DIG, Eduardo Lopes Bonfim, disse ontem que deveria haver alguma “bronca” envolvendo as vítimas e Grimar Batista de Freitas, preso na cadeia pública do Jardim Guanabara. Ele foi apontado por Jeferson Lourenço Campos, em entrevista exclusiva ao Comércio, como o mandante dos homicídios, mas não revelou o motivo. Grimar teria ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo a polícia. Ele negou envolvimento nos assassinatos. Sobre a hipótese de o crime ter sido motivado por uma das namoradas dos irmãos ser policial militar, o delegado não soube informar. Jeferson Campos assumiu ter atirado contra as duas vítimas. Apesar de não ter mencionado em depoimento, na reconstituição, ontem, contou que Daniel Ferreira de Souza, outro envolvido, teria também tentado atirar em um dos rapazes, mas a arma falhou. “Apenas um deles sabia que o objetivo era matar as vítimas. Para os outros, seria um simples assalto”, disse o delegado-adjunto da DIG, Eduardo Bonfim. Durante a reconstituição, o adolescente de 17 anos tentou agredir Jeferson com um chute, mas a polícia o segurou. Daniel também se desentendeu com Campos. As vítimas foram abordadas perto da Avenida Wilson Sábio de Melo, região onde acontecem “rachas”. O assassinato aconteceu a mais de cinco quilômetros desse local, na antiga rodovia entre Franca e Batatais. Os três acusados são mantidos em celas separadas, um deles em um cadeia da região de Franca e os outros dois no Jardim Guanabara.

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