Sindicato, Igreja Católica e parte da população de Buritizal pretendem mobilizar mais de cem pessoas hoje, na praça central, às 16 horas, para cobrar das polícias e da administração municipal providências para aumentar a segurança pública. O município tem pouco mais de 5 mil habitantes.
O registro de uma morte violenta na cidade, a 60 quilômetros de Franca, motivou o protesto. Há pelo menos três anos não havia um assassinato na cidade. O mais recente aconteceu com Jandira Moreira Izidoro, 66, em fevereiro. Ela morreu com um tiro no rosto depois de uma tentativa de assalto, na zona rural.
De acordo com o sindicato rural patronal, nos últimos 40 dias também aconteceram pelo menos 15 furtos nessa área, número correspondente a mais de 24% das ocorrências em todo o ano passado (61). “Estamos sendo vítimas e não temos o que fazer”, lamentou o presidente do sindicato, Luís Francis, 44, que ajuda a organizar o movimento. Segundo ele, a cobrança do combate à criminalidade acontece, mas ainda não surtiu efeito. “Não é que eles não cumprem o papel deles. Eles alegam que são deficitários para realizar o que precisam fazer”, esclareceu.
Ontem, o prefeito da cidade, Antônio Delefrate (PMDB), se reuniu na Seccional de Franca para tentar viabilizar uma proposta urgente. “A reunião surtiu efeito e teremos uma varredura da polícia ainda amanhã (hoje)”, disse o prefeito.
O encontro entre o delegado David Abmael David, o seccional Maury de Camargo Segui e o sub-comandante da PM, major João Paulo Brandão, definiu a criação de uma patrulha rural e reforço momentâneo de policiais. Contudo, a patrulha ainda não tem data para começar o trabalho.
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