‘Fila faz parte do costume do segurado’, diz chefe da agência


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A fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) do posto de Franca, que chegou ontem a dobrar o quarteirão da Rua General Telles, é entendida pela chefe da agência local, Célia Visconde, como desnecessária. Segundo ela, o tempo de espera gasto antes de o prédio abrir deve ser diminuído pelo próprio segurado. “A pessoa chega muito cedo, antes do sol nascer, e quando a agência abre, ela já está cansada. Todos poderiam chegar a partir das 7 horas, pois as senhas são entregues até as 10 horas”, disse. “Se neste horário a pessoa estiver na fila, ela será atendida”. Mesmo assim, as pessoas preferem não arriscar chegar mais tarde por não confiarem no funcionamento do sistema. “Faz parte de um costume, uma mania. Brasileiro é teimoso e gosta desta via-crúcis”, explicou Célia. Desde o dia 16 de janeiro, as agências da Previdência Social trabalham em horário ampliado. A mudança tem como objetivo reduzir as filas, uma vez que o horário de atendimento normal de boa parte das agências, das 8 às 14 horas, se mostrava insuficiente. Em Franca, o posto fica aberto por dez horas seguidas (8 às 18 horas). Para ela, o atendimento só não é mais agilizado pela falta de servidores. “A previsão é de recebermos somente mais cinco funcionários”. Com objetivo de diminuir a fila, o INSS estuda ainda a possibilidade de marcação de perícias médicas por telefone ou pela internet. Projeto está em teste no Estado da Bahia.

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