Notas


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Setor comercial A Quarta-Feira de Cinzas foi agitada no setor comercial de Franca. Apesar de muitos ainda estarem voltando de viagem, o movimento nas lojas foi considerado bom por alguns comerciantes. “Está, inclusive, acima de nossas expectativas”, disse o vendedor da J. Mahfuz, Denner Alan Soares. Bancos Nos bancos, o movimento foi intenso até mesmo nos caixas eletrônicos. Quem deixou para ir às agências bancárias perto do horário de fechamento não se livrou da fila. O desempregado Jarbas Fernandes esperava ficar na fila mais do que os 50 minutos que antecederam o seu atendimento. Os bancários, por sua vez, também enfrentaram um longo dia de trabalho, apesar de terem iniciado após o meio-dia. É que o comércio francano funcionou no sábado e segunda-feira de Carnaval, gerando transações bancárias que seriam compensadas ontem. Mais um pouquinho! Um segundo lugar com sabor de vitória. Assim os sambistas da Embaixadores da Estação comemoraram o vice-campeonato. A escola só não levou o título devido à perda de 10 pontos, por ter vindo com menos de 200 componentes, número mínimo permitido pelo regulamento. 83 a 82 Se não fosse penalizada, a Embaixadores, sediada na Vila São Sebastião, somaria 83 pontos, ficando com um a mais que a campeã, Aliados da Santa Cruz. Outro motivo O vice tem sabor especial também devido à maneira como a escola se preparou. Por conta da entrega de sua documentação à prefeitura fora do prazo, a verba só chegou aos cofres da escola uma semana antes dos desfiles. Mesmo assim, em sete dias, prepararam fantasias e três alegorias no enredo que falava sobre a Amazônia. “Esse desfile entrou para nossa história”, disse o tesoureiro Fernando Noel. Fica para a próxima Junto com a Aliados, a Império da Vila Formosa, campeã de 2004, era favorita ao título. Após a apuração, a surpresa: terceiro lugar. Além disso, não levou nenhuma nota 10. Sua nota mais alta foi no quesito alegoria: 9. O retorno De volta ao Grupo Especial em 2006, depois de conquistar o título do A em 2004, a Pavão de Ouro retornou para a divisão de acesso. A escola perdeu 10 pontos também por ter vindo com menos de 200 integrantes. No quesito Mestre-Sala e Porta-bandeira, ficou sem nota porque a fantasia da porta-bandeira não tinha as quatro cores do pavilhão, conforme prevê o regulamento. Que bagunça! Uma agremiação, a Imperatriz da Zona Sul, não compareceu ao desfile. As outras três que desfilaram - Unidos da Cidade Nova, Pérola Negra e Filhos de Gandhi - foram penalizadas. Desastroso. Assim foi o desfile das escolas de samba no Grupo A, no sábado. Nas alas e alegorias Unidos, Pérola e Filhos perderam 10 pontos porque vieram com menos de 150 componentes, mínimo exigido no Grupo A. A Unidos ficou ainda sem mais cinco porque o carro abre-alas não tinha identificação da escola. A Pérola também perdeu mais cinco, porque só veio com um carro. O regulamento exige, no mínimo, dois. Sem notas A Filhos de Gandhi ficou quase sem receber notas. A escola não foi julgada no quesito mestre-sala e porta-bandeira só porque a moça calçava sapatos com cores diferentes das do pavilhão da escola: azul e branco. O mesmo aconteceu com a comissão de frente e a ala das baianas, que deixaram de ser avaliadas porque trouxeram menos de oito integrantes. Errou menos, venceu Na chuva de erros que marcou o primeiro dia de desfiles em Franca, a Pérola Negra se saiu melhor. Com fantasias coloridas e um samba que levantou o pequeno público presente, venceu o Grupo A. Em 2007, estará na elite do samba francano.

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