Sonho de ter pedaço de terra mantém famílias no campo


| Tempo de leitura: 2 min
“Às vezes fico pensando o que vim fazer aqui diante de tanta dificuldade. Mas custei a chegar e não vou desistir, até porque tudo o que eu tenho está dentro da barraca”. A frase é de Terezinha Oliveira Araújo, que resolveu deixar os filhos em Franca, sob protestos, para acompanhar o marido Joaquim Antônio de Araújo. Terezinha é apenas mais uma entre tantas pessoas que estão hoje no acampamento montado na Fazenda Santana, em Cristais Paulista. Manuel Almeida, 59, chegava do trabalho de servente quando foi informado por um amigo que a ocupação seria naquele dia. Não teve dúvida, pegou alguns objetos e deixou a família no Santa Bárbara, em Franca, e partiu em busca do sonho de conseguir um lote. Nunca recebeu a visita dos familiares. Para espantar a solidão fez amizades no acampamento. Sonho, força física e família constituída já aos 18 anos. Taismara Alves de Oliveira fechou a casa em Franca e foi atrás da ideologia do MLST. Na bagagem, fogão, colchão e roupa. “A minha expectativa é conseguir alguma coisa aqui”. Marta Aparecida Pereira deixou a casa no Santa Luzia, em Franca, para acompanhar o marido e os quatro filhos. Um deles é Diego de Farias, 17, que decidiu parar de estudar para juntar-se ao movimento. Raimundo de Souza, 46, já faz planos para o pedaço de terra que espera conseguir. “Quero plantar milho e mandioca e criar galinha”, disse. Sebastiana Dalva Costa, 62, divide o tempo entre cuidar do barraco e da bisneta Lainy, de apenas um ano. Toda a família ficou no Jardim Aeroporto. A grande maioria afirma que o sonho é conquistar um pedaço de terra e construir uma casa. Contudo, algumas pessoas não têm muita noção do que é a ideologia do movimento. Entre elas é possível encontrar pessoas que sequer sabem o significado da sigla MLST, mas de lá não arredam o pé.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários