Como ocorre todos os anos, a campanha da fraternidade busca sair do discurso e com o auxílio da sociedade e dos órgãos públicos promover ações concretas. Na Diocese de Franca, a comissão coordenada pelo padre Luiz Antônio Brentini e por José Roberto da Silva preparou uma série de atividades para o decorrer dos meses. Entre elas estão palestras, debates e caminhadas.
A acessibilidade das pessoas com algum tipo de deficiência ocupa a primeira posição na lista de prioridades dos movimentos em defesa dos direitos desses grupos. Eliminar barreiras de acesso aos locais e transportes públicos e construir rampas são itens a serem reivindicados ao poder público e à iniciativa privada. “Até mesmo algumas igrejas católicas de Franca não possuem rampas de acesso para deficientes. Precisamos acabar com essa distância e facilitar a vida dessas pessoas”, disse Silva.
Dar o exemplo é um importante ponto de partida para a proposta da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Ou seja, o acesso das pessoas com deficiência às igrejas e suas celebrações é prioridade. “Além das barreiras físicas, é preciso haver intérpretes da linguagem de sinais nas missas e acessibilidade na comunicação, nos métodos, campanhas e documentos da Igreja”, comentou frei Mauro Luiz de Oliveira, da igreja São Judas Tadeu, na Vila Nova. Ontem, durante a abertura da campanha, uma deficiente visual fez a leitura da bíblia em braile. Também houve a acolhida de um deficiente com Síndrome de Down no Ministério dos Acólitos (ministério de jovens no serviço ao altar).
O desejo é de que a proposta da campanha, de trabalhar a inclusão dos deficientes, possa entrar logo nas escolas, colégios e universidades, nos meios de comunicação, nos ambientes da administração pública e da política e mobilizar toda a sociedade. “Queremos em maio fazer um trabalho com os jovens, orientando-os para que possam melhorar o relacionamento com os deficientes. Acreditamos que a forma de tratamento possa aproximar as pessoas”, afirmou o coordenador.
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