Sindicatos se preparam para retomar negociações salariais


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Paulo Afonso, presidente do Sindicato dos Sapateiros, diz esperar contato com os industriais da cidade para definir nova conversação entre as partes: percentuais distantes
Paulo Afonso, presidente do Sindicato dos Sapateiros, diz esperar contato com os industriais da cidade para definir nova conversação entre as partes: percentuais distantes
O Carnaval acabou e alguns sindicatos de classes de Franca retomam as negociações salariais com as entidades patronais. Segundo o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, ainda não foi marcada a reunião com o Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Franca) para discutir a pauta. “Liguei hoje (ontem) para eles e vamos aguardar um retorno”, disse. Ao contrário do que tem ocorrido nas últimas semanas, amanhã, sexta-feira, não haverá assembléia. “A próxima está marcada para o dia 10”, afirmou Ribeiro. Os sapateiros pediram mais de 15% de reajuste, mas dão sinais de que podem aceitar aumento de índice bem menor. Até agora, os industriais ofereceram 2 e 3,5%. SERVIDORES Assim como estava previsto, o Sindicato dos Servidores Municipais de Franca também retomou a discussão acerca de suas reivindicações da campanha salarial 2006. A pauta foi protocolada na prefeitura antes mesmo de a Festa de Momo começar. “Queremos acelerar o processo porque nossa data-base é em março e hoje (ontem), já é o primeiro dia do mês”, disse o presidente do sindicato da categoria, José Nhozinho Sales Ramos, também conhecido como Paraná. Com 18 itens, a pauta dos servidores pede 15,83% (ICV -Dieese) de reposição da inflação, recomposição de perdas salariais e compensação pelo atraso do reajuste salarial de 2004. O segundo item destacado por ele é o aumento no abono escolar, que hoje é de R$ 117. “Estamos pedindo o reajuste para R$ 191”. Têm direito ao abono todos os servidores municipais estudantes bem como seus dependentes, desde que cursem da pré-escola ao terceiro ano do ensino médio. “Espero que neste ano a administração atenda ao que estamos pedindo sem a necessidade de enfrentamento”, disse Paraná, sem arriscar um palpite de quanto será a contraproposta da prefeitura. A expectativa é de que haja um aumento superior ao do ano passado, que foi de 6,83%. “Em 2005, a desculpa foi o aperto que o caixa da prefeitura enfrentava, principalmente por causa das dívidas. A situação agora está diferente, acreditamos que atualmente, há sim condições de haver um aumento maior”, comentou o presidente do sindicato, que está ansioso para o início das negociações, que deverá ocorrer ainda nesta semana.

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