Família acusa policiais rodoviários de espancamento

Policiais militares rodoviários da 4ª Companhia de Ribeirão Preto foram alvo de denúncia de famílias de dois adolescentes de Franca de tê-los espancado na Estrad

25/02/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Naylicom, ao fundo, com Edcarlos, sendo socorridos pelos bombeiros
Naylicom, ao fundo, com Edcarlos, sendo socorridos pelos bombeiros
Paulo Godoy da Redação Policiais militares rodoviários da 4ª Companhia de Ribeirão Preto foram alvo de denúncia de famílias de dois adolescentes de Franca de tê-los espancado na Estrada Velha de Batatais, Rodovia “Rionegro e Solimões”, quarta-feira à noite. Os policiais pertencem ao TOR (Tático Ostensivo Rodoviário), grupo com jurisdição regional. A corporação deve abrir inquérito para apurar as denúncias. Na quinta-feira, o pai de Naylikon Assis de Lima, 16, Fábio de Lima, procurou a redação do Comércio da Franca para denunciar a ação policial na qual seu filho teria sido agredido. Segundo ele, o filho teria pego sua Honda Titan verde, na quarta-feira à noite, após retornar dos estudos com o amigo Edcarlos Costa, 16. Nas proximidades do Posto Imperador, onde estariam assistindo motoqueiros participando de rachas, os dois teriam ficado frente a frente com o veículo do TOR. Na versão das famílias dos dois rapazes, por não terem habilitação, ficaram nervosos e fugiram com medo de serem penalizados pelos policiais. Perseguidos, como dizem os pais, pelo veículo da companhia de Ribeirão Preto, Naylicom, que pilotava a moto, e Edcarlos acessaram a Rodovia Ronan Rocha até alcançarem a SP-336, a Estrada Velha de Batatais, cujo trecho é de terra. Ao chegarem em uma bifurcação existente mais de cinco quilômetros de onde a estrada começa, Naylicom de Lima bateu em uma placa de sinalização e perdeu o controle, caindo com Edcarlos. Anteontem, por telefone, Naylicom disse, que mesmo caídos, foram agredidos pelos policiais. O primeiro, com o braço direito quebrado pela queda, teria sido chutado na cabeça. Ao tentar segurar o capacete com a mão esquerda, teria sido acertado por chutes dos soldados nos dedos, que também estão quebrados. Edcarlos está em pior estado. Com dentes e o nariz quebrados, seu rosto está desfigurado por cortes e um forte inchaço. Na sexta-feira, ele dormia, mas estava consciente. Um boletim médico aponta fratura no crânio e lesões nos rins. Naylicon, por sua vez, disse também por telefone que o amigo foi chutado e ameaçado de morte pelos integrantes do TOR. “Eu assustei e caí porque eles começaram a atirar em nós”, afirmou. Nenhuma das famílias havia registrado queixa contra a suposta ação policial. Fábio de Lima, pai de Naylicom, e Elaine da Costa, irmã de Edcarlos, afirmaram encontrar dificuldades para obter cópias do boletim de ocorrência, feito pela Polícia Rodoviária de Franca, por policiais do 15º Batalhão e pelos bombeiros, que resgataram os dois na estrada de Batatais.

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