Para o comando da Polícia Rodoviária de Franca, a ação dos policiais do Tático Ostensivo Rodoviário de Ribeirão Preto foi realizada dentro da mais perfeita ordem. Apesar disso, o comandante do pelotão local, 2º tenente Cláudio Ferreira da Silva, 32, ins-taurará um inquérito para apurar se houve ou não excesso na abordagem.
De acordo com Silva, o TOR estava em Franca como parte de um planejamento para patrulhamento ostensivo na região da 4ª Companhia, da qual Franca faz parte. Na quarta-feira, estacionados no Posto Imperador, os militares, comandados por um sargento de nome Verdineli - não foram informados os nomes dos outros ocupantes -, teriam recebido chamado para um assalto em Batatais, onde havia sido empregada uma motocicleta de pequeno porte e cor escura. Estranhando o comportamento de Naylicom e Edcarlos, que deram meia volta ao avistarem os policiais, o TOR saiu em perseguição aos dois.
Durante o percurso, disse o tenente Silva, após solicitar apoio do policiamento da área, o que incluiu viaturas da Força Tática do 15º Batalhão, foi feito acompanhamento a distância. O policial afirma que o sistema de comunicação do veículo (megafone) foi usado para forçar os adolescentes a pararem, sem resultado.
“É contra o procedimento de abordagem qualquer ação que possa causar acidentes ou ferir as pessoas que estão sendo perseguidas”, disse o comandante, sobre o fato de os policiais rodoviários terem seguido a moto durante mais de 15 quilômetros. Cláudio Ferreira da Silva negou que tiros tenham sido disparados contra os ocupantes da motocicleta. “Nem mesmo foram algemados, dado estado em que ficaram”, afirmou o tenente, o que contraria depoimento de Naylicom Lima.
Até a manhã de ontem, nenhuma das famílias havia procurado a Polícia Rodoviária, segundo o comando da corporação.
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