Comerciantes sofrem seqüestro-relâmpago


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Rodolfo César da Redação Ao estacionar o carro na praça perto do Cemitério da Saudade, no Centro, um comerciante e seu amigo foram abordados por dois bandidos armados no começo da madrugada de ontem. Foi o início de um seqüestro-relâmpago que só terminou cerca de quatro horas mais tarde. Os assaltantes renderam FAN, 33, e MFR, 29, e subiram no Fiat Palio Weekend. Segundo relato das vítimas à polícia, a todo momento os bandidos ameaçavam matar os dois caso não obedecessem as ordens de dirigir rapidamente. Depois de rodar por diferentes bairros de Franca, eles foram obrigados a seguir para a Cândido Portinari. Por volta da 1 hora, pararam próximo ao posto de combustíveis Paineirão, na saída da cidade. Os dois comerciantes foram retirados do carro e mantidos ajoelhados sob a mira de um revólver em um terreno existente próximo ao posto. Enquanto isso, o outro assaltante usou R$ 50 de uma das vítimas para abastecer o veículo. Com o tanque cheio, todos continuaram viagem, pegando uma estrada vicinal sentido balneário de Águas Quentes. Mesmo com tanque cheio, a fuga foi frustrada. Um problema mecânico apareceu, possivelmente causado pelo fato de o carro ter sido abastecido com combustível errado. O inadvertido ladrão encheu o tanque com gasolina quando na verdade de- veria ser álcool. Não houve jeito e os bandidos passaram a exigir que as vítimas chamassem algum conhecido e assim conseguissem outro automóvel. “Os bandidos disseram que se não arrumassem outro veículo iriam matá-los naquele local mesmo”, disse o investigador Edson, do 1º DP. Sem alternativa, eles ligaram para APDF, 30. O argumento de que precisavam de ajuda convenceu e o amigo chegou no local, conhecido como Serra da Goiaba, poucos minutos depois. Os bandidos logo o renderam e tomaram seu Mercedes classe A. Antes, fizeram com que os três tirassem a roupa. Além do carro, os marginais roubaram mais de R$ 3 mil das vítimas, que só chamaram a polícia depois de pedir ajuda a um sitiante das proximidades. A investigação será conduzida no 1º DP e pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Segundo o investigador Edson, as vítimas serão ouvidas nos próximos dias. O delegado Wanir José da Silveira Júnior explicou que os bandidos seqüestram as vítimas para dificultar o comunicado à polícia. “Eles os abandonam em lugares distantes, como aconteceu, para obter tempo enquanto fogem”. Por enquanto, não há pistas dos assaltantes e o veículo roubado ainda não foi localizado.

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