A prefeitura demitiu ontem, sexta-feira, a médica Carmem Grijalba de seu quadro de empregados. Funcionária pública de carreira, Carmem vinha sofrendo um processo administrativo junto à Divisão de Auditorias, que abriu sindicância no início do ano para apurar supostas irregularidades no recebimento de horas extras durante o período no qual trabalhou como chefe da Vigilância Epidemiológica, na gestão do petista Gilmar Dominici. O fato foi notificado nesta sexta-feira para o advogado da funcionária, que estuda ingressar na Justiça para reaver o cargo.
Carmem Grijalba trabalhava nos últimos meses no atendimento do NGA (Núcleo de Gestão e Atendimento) e no Pronto-Socorro Infantil. Sua demissão, segundo ela própria, foi uma surpresa, já que o recebimento das horas extras era “um direito seu”. “Ela recebeu pelo período em que dedicou-se integralmente ao trabalho quando esteve à frente da Vigilância, não importando o dia da semana ou horário”, defendeu Marlo Russo, advogado da médica.
Russo deverá ingressar com um pedido de liminar na Justiça na próxima quarta-feira, após o Carnaval. Para o médico Marco Aurélio Piacesi, marido de Carmen e ex-secretário de Saúde na gestão Gilmar Dominici (PT) - partido de oposição à Sidnei Rocha -, a decisão de demiti-la pode ter motivação política. “Não houve irregularidade no recebimento das horas-extras. Todos os médicos recebem. Não tenho dúvida que tudo isso teve motivação política”, disse. A prefeitura foi procurada para dar sua versão, mas o processo, segundo Jerônimo Sérgio Pinto, chefe do departamento de Recursos Humanos da Prefeitura, é sigiloso.
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