Samello paga e funcionários abortam greve


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Paulo Afonso, presidente do Sindicato dos Sapateiros: ‘se o combinado não fosse cumprido, iríamos intervir na situação’
Paulo Afonso, presidente do Sindicato dos Sapateiros: ‘se o combinado não fosse cumprido, iríamos intervir na situação’
A Indústria de Calçados Samello (pesponto, costura e montagem de sapatos) pôs fim ontem a um impasse que se arrastava há cinco dias. Os cerca de 140 funcionários do setor de produção da empresas receberam, pela manhã, a segunda quinzena de fevereiro, que deveria ter sido paga no último dia 20. O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, afirmou ontem, durante assembléia na entidade, que, com o pagamento, os trabalhadores desistiram da ameaça de interromper as atividades na próxima semana. Ribeiro disse ainda que a Samello passa por um “problema estrutural”. O acordo para o pagamento na sexta-feira fora firmado na última quarta-feira. “Se o combinado não fosse cumprido, o sindicato interviria na situação”, afirmou o presidente da entidade. PARALISAÇÕES O atraso no pagamento provocou duas paralisações na produção da empresa nesta semana. Na terça-feira, cem funcionários do setor de produção cruzaram os braços como forma de protesto. Ficaram parados por das 12 horas às 14h30. Só retornaram depois de a empresa ter anunciado que depositaria os salários até sexta-feira. Na quarta, cem empregados de uma das unidades da Samello, a Vaccaro, também interromperam suas atividades. Ficaram por uma hora sem trabalhar.

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