Para maioria, lema é dançar sem parar durante a festa


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Não importa se o ritmo musical é marchinha, axé ou samba. O importante é cair na folia. Para quem faz parte desse grupo, o Carnaval começa hoje e só acaba na madrugada de terça-feira. O lema é dançar, dançar e dançar sem parar. Afinal, a maioria dos foliões espera por essa data o ano inteiro. Não é preciso nem mesmo se preocupar com o local da festa, já que opções não faltam na região. Formado o grupo de amigos, é só cair na farra e se “acabar” de tanto pular. É exatamente isso que o professor de História Ricardo Alexandre Pereira, 30, vai fazer a partir de hoje. Ele está contando os minutos para a chegada do Carnaval, pois simplesmente adora a folia e é capaz de ficar doente se não cair no samba. Pereira é um dos fundadores do bloco carnavalesco Morsas Clube, de Franca, criado em 1993. O professor se diverte ao dizer que é o único que resistiu desde a fundação do bloco. “Todos os meu amigos da época casaram, hoje estão mais sossegados e eu continuo gostando de Carnaval”, disse. A paixão de Ricardo Pereira é tanta que o tema escolhido por ele no TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), na faculdade, foi “O Carnaval de Salvador: o surgimento do trio elétrico”. “Gosto muito do assunto. Sempre faço pesquisas sobre o tema. Não tem como eu não gostar, sou historiador e adoro este tipo de cultura”, afirmou. E por gostar tanto da algazarra, Ricardo muitas vezes antecipa a folia. Ele vai longe para cair no samba. Já participou de micaretas em Ribeirão Preto e Uberaba, entre outras cidades, e faz planos para o futuro. “Ainda não tive oportunidade, mas ainda chego em Salvador (Bahia)”, disse ele, fazendo planos para os próximos anos. “Não tem como eu deixar o Carnaval. Um dia posso até sair do bloco, mas não deixo de pular porque eu gosto muito”. Para o professor, o Carnaval também é uma forma de fazer amigos. Segundo ele, o círculo de amizades é basicamente todo formado por foliões, principalmente participantes do Morsa Clube. “Durante o ano promovemos vários encontros, churrascos e nos reunimos em bares. É uma forma de nos prepararmos”, disse Pereira. Vale ressaltar que os “antigos amigos de folia” do professor hoje curtem mais o descanso de um rancho ou uma viagem para a praia. O bloco Morsa Clube tem 250 integrantes com foliões que variam de 15 a 35 anos.

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