A estudante DRO, 17, filha da desempregada Aparecida Ferreira Rodrigues, 35, a viúva-negra, e seu namorado, Rodrigo Guimarães Elias dos Santos, 20, já deixaram a cadeia. Presos desde janeiro acusados de co-autoria no assassinato de Carlúcio Dias de Almeida, 47, foram beneficiados por um recurso, liberdade provisória, e já voltaram para casa. A menor havia sido detida no dia 23 de janeiro e estava recolhida no presídio feminino de São José da Bela Vista, o mesmo onde está sua mãe. Ela foi solta no dia 16. Recolhido em Pedregulho desde o dia 9 passado, Rodrigo foi liberado terça-feira. “Sua participação no homicídio não está configurada. Por isso, ingressei com um pedido de liberdade provisória, o qual foi deferido pela Justiça até a data da eventual pronúncia”, contou o advogado Gilberto Ribeiro.
Segundo a polícia, Rodrigo e a namorada sabiam com antecedência que a mulher mataria o marido. No dia do assassinato, eles estavam em casa e presenciaram-na desferir os golpes de machado na cabeça e tórax da vítima. O casal e um garoto de 11 anos ajudaram a carregar o corpo até um buracão nas proximidades da residência. A própria garota contou em entrevista ao Comércio da Franca, ao ser presa, que estava na cena do crime. “Estava em casa sentada no sofá, eu, meu irmão mais velho e meu namorado. Abaixei a cabeça, fechei os olhos e tampei os ouvidos. Não quis escutar nada”.
Ao contrário do genro e da filha, a viúva-negra permanecerá presa, possivelmente até o julgamento. O processo já está próximo de um desfecho. No dia 7 de março, deverão ser ouvidas as testemunhas de acusação. Caso não haja apelação por parte da defesa, é possível que a autora do bárbaro homicídio seja julgada em abril ou maio. Cida é reincidente e já foi condenada por ter matado o primeiro marido.
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