A Polícia Civil de Ribeirão Preto deteve ontem o desocupado JRET, 24, o qual é acusado de se disfarçar de médico e de enfermeiro para furtar estabelecimentos hospitalares em toda a região. São fortes os indícios de que ele tenha agido em Franca.
Bom de conversa e se fazendo passar por profissional da área de saúde, o criminoso ganhava a confiança e conseguia livre acesso a consultórios, clínicas e hospitais. Sem levantar suspeitas, furtava carteiras, telefones celulares e equipamentos de uso médico.
Diversas ocorrências de furto com essas características foram registradas pela polícia de Ribeirão. Após vários dias investigando o caso, a equipe do 3º DP, comandada pelo delegado Cláudio José Otoboni, conseguiu prender JRET na Vila Tibério. Com ele, foram apreendidos vários objetos supostamente levados de vítimas e vários canhotos de passagens de ônibus com destino a Franca. “Esse detalhe nos leva a crer que ele possa ter agido e cometido crimes em Franca”, disse o delegado.
Os agentes da DIG e do 1ºDistrito Policial de Franca também estão trabalhando no caso e levantando informações sobre eventuais vítimas do falso médico na cidade. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 197. O acusado foi indiciado por furto e falsidade ideológica.
BOLIVIANO NA CADEIA
Foi a segunda ocorrência envolvendo falso médico na região durante a semana. No sábado, MGA foi preso em Morro Agudo suspeito de exercer ilegalmente a medicina no município. Ele foi detido durante uma fiscalização do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) no momento em que atendia um paciente no Hospital São Marcos. Não apresentou documentos que comprovassem sua profissão. Preso por quatro dias na cadeia de Orlândia, o acusado foi liberado na quarta-feira. Antes de ser detido na cidade, chegou a fazer dois plantões médicos.
Não foi só: a Polícia Civil de Lins abriu, ontem à tarde, mais um inquérito para apurar uma segunda morte que teria sido causada pelo falso médico Alessandro Aparecido Marques Gonçalves, 30. Ele atendeu nos hospitais da cidade entre agosto de 2005 e janeiro deste ano.
Ao todo, já são 20 as vítimas arroladas no inquérito que apura crime de lesão corporal dolosa de natureza grave aberto pela Polícia Civil.
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