Cláudio Xavier, 52, trabalha como carteiro há 32 anos. Nessas três décadas entregando correspondências, foi inevitável ser atacado por cães e gatos e ele voltou várias vezes para casa com a roupa rasgada e furada pelos dentes dos animais. Cláudio até perdeu as contas de quantas “investidas” felinas e caninas sofreu, mas sempre se lembra delas quando vê as marcas nas suas pernas.
Não bastasse a preocupação com os ferimentos causados pelos bichos, os carteiros ainda podem contrair doenças transmitidas por eles. A mais grave é a raiva, que pode até matar. A imunização faz parte da campanha sobre posse responsável dos animais e prevenção de mordeduras da Vigilância Ambiental com a parceria da Vigilância Epidemiológica, agendada para os meses de fevereiro e março.
Como, em 2005, o órgão registrou 982 mordeduras em Franca e cidades vizinhas, resolveu fazer o trabalho de orientação com palestras, colocação de cartazes e atividades pedagógicas nas escolas, clínicas veterinárias e com profissionais de risco. Na lista para a vacina anti-rábica entram mais de 220 carteiros, leituristas da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) e agentes do PSF (Programa de Saúde da Família). Ontem, 30 carteiros do CDD (Centro de Distribuição Domiciliária) da Estação receberam a segunda dose (das três) da vacina contra raiva. “Já levei muitas mordidas. A sorte é que os animais não estavam infectados”, disse Xavier, após tomar a injeção no braço.
Se a pessoa for atacada por animais, deve procurar um médico imediatamente para avaliação da gravidade da mordedura e o tratamento adequado. De três em três anos, é preciso fazer exame sorológico para saber se é preciso repetir a dose da vacina. Os entregadores também foram imunizados contra tétano e febre amarela.
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