Escola parte para o bicampeonato


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Enquanto dona Aparecida, 61, prepara-se para fazer bonito na passarela do samba, os ritmistas ensaiam na Praça Dona Délia, na Vila Formosa: meta é repetir feito de 2004
Enquanto dona Aparecida, 61, prepara-se para fazer bonito na passarela do samba, os ritmistas ensaiam na Praça Dona Délia, na Vila Formosa: meta é repetir feito de 2004
Arnon Gomes da Redação Se depender do vigor de Aparecida Miranda Evaristo, 61, a Império da Vila Formosa conquistará neste ano o título de bicampeã do Carnaval. Costureira da escola desde 1985, quando a Império foi fundada, Aparecida preparou em duas semanas as 15 fantasias da ala das baianas, da qual também é componente. Em casa, que às vésperas do Carnaval se transformou em ateliê, esta alegre senhora ensaia para brilhar na passarela do samba. “Após tanto trabalho, quando a Império entrar na avenida será emocionante”, diz Aparecida, que participou dos cinco desfiles em que a agremiação venceu. Na Império da Vila Formosa, cada fantasia é confeccionada na casa de uma componente, que, como dona Aparecida, se dedica há anos à arte de costurar. Aos 51 anos, Marlene Silveira também é uma veterana nos barracões da Império. São 15 anos de experiência como costureira de fantasias. Com a ajuda da mãe, Aparecida Barbosa, 71, prepara, em média, 40 figurinos por dia. “São roupas com as quais desfilarão passistas, destaques e integrantes de alas”, diz Marlene, que, nos últimos dias, passou a pegar no batente já às 6 horas. “Para nós, é um orgulho ter pessoas como essas ao nosso lado, pois sabemos que sairá um bom trabalho”, diz o presidente da escola, Alex Fabiano de Souza. Cada uma fazendo sua parte em seus próprios lares, todas trabalham com liberdade. A única exigência, afirma Souza, é para que procurem empregar nas fantasias as cores da agremiação, que, coincidentemente, são as mesmas da bandeira brasileira: verde, amarelo, branco e azul anil. PARA 2006 Neste ano, a Império tentará repetir o feito de 2004 com um enredo que conta a história da comunicação: Quem não se comunica, se trumbica!. Partirá das primeiras formas de expressão, passando pelo surgimento das cartas, do telefone até chegar à era da eletrônica, que possibilitou a criação do cinema, do rádio e da TV. A apresentação não deixará de lembrar ainda personagens e programas que marcaram a história da televisão, como Chacrinha e o “Repórter Esso”, famoso telejornal da extinta TV Tupi nas décadas de 60 e 70. No final, dará destaque à revolução digital, marcada pela informática, aparelhos celulares e comunicação via satélite.

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