Imperatriz retrata história da ‘Alta Mogiana’ na avenida


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André Luiz Ferreira trabalha no barracão da escola na confecção de fantasias e adereços para que os ritmistas entrem com tudo na passarela do samba: objetivo é conquistar o título e assim subir para o Grupo
André Luiz Ferreira trabalha no barracão da escola na confecção de fantasias e adereços para que os ritmistas entrem com tudo na passarela do samba: objetivo é conquistar o título e assim subir para o Grupo
A Imperatriz da Zona Sul levará para a avenida um capítulo importante da história de Franca. Com o enredo Imperatriz, a locomotiva do samba, a escola mostrará o crescimento econômico alcançado pelo município a partir do final do século 19, quando foi inaugurada a Estrada de Ferro Mogiana. O desenvolvimento do tema irá até as primeiras décadas do século 20, época na qual a ferrovia serviu para escoar a produção de café da região. No barracão, localizado na casa do próprio presidente, Jorge da Silva, o carnavalesco Jerry Bisanha usa de criatividade para driblar a falta de recursos. A ala que representará os cafeicultores, por exemplo, tem o chapéu feito com palha e decorado com mudas de café. Na decoração das demais fantasias, muito brilho, lantejoulas, cartolinas e materiais reciclados. “Foi a nossa saída, pois tivemos dificuldades para arranjar mão-de-obra na última hora”, reconhece o carnavalesco. “As fantasias de três alas tiveram de ser feitas manualmente. Agora, esperamos que não chova durante o desfile”. Apesar das dificuldades, o clima é de confiança no barracão. “Ficamos 24 horas aqui e temos certeza de que o desfile será bom”, conta a passista Tânia Mara da Silva, 36, que participa da decoração das fantasias. Enquanto a equipe trabalha duro, na cozinha da residência, dona Vitar Maria da Silva, 67, prepara a refeição para cerca de 20 pessoas. “Todos os dias, capricho no almoço e na janta”, diz a sorridente dona Vitar, que optou por não desfilar. Mesmo assim, está feliz: “Fico orgulhosa em ver meus dois filhos desfilando”. RENOVAÇÃO Segunda escola a se apresentar no sábado, a Imperatriz entrará na passarela do samba “José Renato Rosa” com oito alas e dois carros alegóricos. Caçula entre as agremiações da cidade, fundada em 2003, os componentes da Imperatriz falam em renovação no Carnaval francano. “As outras escolas que se cuidem”, alerta o presidente. “Nossa intenção é fazer um bom desfile e procurar crescer a cada ano”. Para tanto, foi buscar experiências em São Paulo. Entre os fundadores, além de Jorge da Silva, também paulistano, estão sambistas como o diretor de bateria José Donizete, o Chacrinha, que desfilava na tradicional Nenê da Vila Matilde, tradicional escola da capital. Além disso, a Imperatriz procura atuar ao longo do ano. Com a “ala show”, composta por ritmistas, casal de mestre-sala e porta-bandeira, entre outros sambistas, participa de festas em diversos lugares fora do período carnavalesco.

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