Escola aposta na juventude


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O presidente Cirineu Carlos levará 45 crianças
O presidente Cirineu Carlos levará 45 crianças
Arnon Gomes da Redação A Embaixadores da Estação virá com força renovada em 2006. A agremiação deverá levar à passarela do samba 45 crianças, 15 delas só na bateria. Todas participam de um curso no centro comunitário da Vila São Sebastião, onde também fica a sede da escola. Lá, as crianças aprendem a tocar instrumentos de percussão. Aos 9 anos, Lara Brandine da Silva mostra seu talento no tamborim. Nos ensaios, não dá trabalho ao diretor de bateria e canta perfeitamente o samba-enredo. “Adoro Carnaval e quero continuar desfilando”, diz Laura, que desde os 5 anos sai na Embaixadores. O presidente da escola, Cirineu Antonio Carlos, acredita que a garra e a empolgação dos componentes serão capazes de colocá-la entre as candidatas ao título, conquistado pela primeira vez em 2001, quando retratou a saga dos negros no Brasil. No barracão improvisado, todos arregaçam as mangas na luta para pôr a escola na avenida, sonho quase impossível até uma semana atrás. A verba da prefeitura só chegou aos cofres da escola na última segunda-feira, devido à entrega fora do prazo da documentação necessária para o repasse dos recursos. Para desenvolver o enredo Salve a Amazônia, o pulmão do mundo, a agremiação recicla fantasias de carnavais passados e utiliza material barato - lantejoulas, papelão, cartolina, papel camurça, entre outros. “Nossa intenção é fazer um desfile leve, mas criativo”, diz o carnavalesco Dimas Araújo. Índios, caçadores, pescadores e seringueiros serão alguns dos personagens representados nas alas. O enredo abordará as lendas, riquezas e os mistérios da Amazônia. Também não faltará protesto. A apresentação terminará com uma crítica ao desmatamento e às queimadas na floresta. “Neste ano, nosso azul e branco dará lugar ao verde”, brinca Dimas. A Embaixadores foi fundada em 1988. Até então, lembra Cirineu, os sambistas da Vila São Sebastião tinham de desfilar em outras agremiações, pois não havia escola de samba no bairro. “Somos apaixonados por Carnaval e por isso precisávamos de uma escola”, diz. Osmar Júlio, 51, um dos fundadores, lembra até hoje do primeiro samba com o qual a escola desfilou, há 15 anos: “Em azul e branco, a Embaixadores um dia sonhou/Nesse embalo colorido, o povo se exaltou”. “Esse é o nosso hino”, diz Júlio, aos risos.

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