A técnica de enfermagem Heloísa Helena Cruvinel, 50, está escalada para trabalhar nos dias de Carnaval na unidade de urgência e emergência da Santa Casa de Franca. De sábado a terça-feira, cumprirá carga das 13 às 19 horas, mas deixar o hospital não significa se desligar do trabalho. Os profissionais ficam de sobreaviso e a qualquer momento podem ser acionados para reforçar o atendimento na instituição.
Heloísa nem precisa ser chamada. Fora do hospital, ela diz ficar sintonizada na rádio Difusora para saber de ocorrências nas estradas e do setor policial e, se ouvir que houve acidentes graves, segue para a unidade de emergência antes mesmo de ser acionada pela chefe. “Não viajo e, em casa ou no carro, fico com o radinho ligado para saber se vão precisar de mim. Qualquer problema, já corro para a Santa Casa”.
A técnica de enfermagem já se acostumou com o ritmo mais agitado nos dias de folia e está preparada para a maratona que começará daqui a poucas horas, durante quatro dias seguidos. “O período de Carnaval é terrível. Não dá tempo de nos alimentarmos direito e às vezes é difícil achar um tempinho para ir ao banheiro.
Espelho? Esquece. A gente fica sem parar em frente ao espelho durante todo o feriado. É uma loucura, mas conseguimos conciliar bem porque fazemos com amor”, disse ela. “O medo vem quando abrem as portas e vemos o carrinho vermelho (dos Bombeiros) ou os laranjinhas (agentes da Defesa Civil). Nessas horas, já sabemos que são casos graves, que requerem atenção total, disponibilidade e nos consomem mais energia”.
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