O taxista Roberto Luiz Gomes, 56, não é veterano como os outros entrevistados que há anos trabalham durante o Carnaval e estréia em 2006 a maratona durante as festas do rei Momo. Há dias, ele está se preparando para fazer mais corridas pelos próximos cinco dias em diferentes pontos da cidade e com boas expectativas. “É bom para ganhar mais. Preciso mesmo incrementar a renda da família”.
Roberto trabalha no ponto da Estação, na Avenida Frei Germano, mas planeja passar nas portas dos clubes e outros locais com bailes e desfiles para conseguir mais passageiros no fim de semana e feriado. “Vou passar as noites no trânsito e pelo Clube Castelinho, Estação e Avenida Integração. Se for ver Carnaval, só de dentro do carro. Minha mulher é que acha bom eu não cair na folia”, diz. “Na verdade, estou brincando. Não gosto dos carnavais de hoje porque eles já não são saudáveis como os de antigamente”. Aos sábados, normalmente, o taxista realiza 18 corridas e espera conseguir pelo menos 25 trajetos.
A previsão do motorista é iniciar a jornada depois de amanhã por volta das 11 horas e só voltar para casa de madrugada, 5h30. No domingo, retomará as corridas às 14h30 até amanhecer. Na véspera do feriado, deverá trabalhar em torno de quinze horas e, na terça-feira, só tem horário para começar. O taxista irá para o ponto às 15 horas e só deve estacionar o carro em casa na Quarta-Feira de Cinzas, 1º de março. “Tenho que ter energia para agüentar o pique. Mas conto com a compreensão e apoio da família”.
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