O veículo Gol da Guarda Civil pertencente à prefeitura de Franca que capotou domingo e deixou gravemente ferido o soldado Roberto Wilis Ribeiro, 38, circulava com os dois pneus traseiros “carecas”. Além de contrariar normas do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), a irregularidade colocava em risco a segurança dos ocupantes. E foi exatamente isso que aconteceu.
O acidente ocorreu domingo, às 13h40, na Rodovia Ronan Rocha, proximidades da Coca Cola, sentido Patrocínio Paulista. O soldado Willis levava três funcionárias da prefeitura para casa, quando perdeu o controle e capotou o veículo diversas vezes. Ele foi arremessado para fora do carro e bateu a cabeça violentamente. Indignados com a situação, amigos da vítima denunciaram que o péssimo estado de conservação dos pneus pode ter contribuído para o desastre.
A reportagem do Comércio da Franca esteve ontem no pátio da Guarda Civil e flagrou os pneus traseiros do veículo acidentado totalmente lisos. As imagens foram mostradas ao tenente Cláudio Ferreira da Silva, comandante da Polícia Rodoviária, o qual constatou irregularidades. “Analisando as fotos que me foram apresentadas, é possível dizer que pelo menos um dos pneus não estava em condições de circular. Todos os veículos devem estar com os pneus dentro dos limites previstos para que tenham aderência e segurança”. Segundo o policial, se um veículo nas mesmas condições fosse parado em um comando de trânsito, o condutor deveria ser multado e o carro apreendido até a solução do problema.
Responsável pela Guarda Civil, o tenente Buranelli disse que apenas a assessoria de imprensa da prefeitura poderia se manifestar sobre o assunto. Por telefone, o assessor Marcelo Facuri esclareceu que o veículo passou por revisão na segunda quinzena de dezembro e que os pneus estavam em condições adequadas de uso. “Agora, temos que esperar pelo resultado do laudo”, disse.
SINDICATO SE CALA
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, que tem um guarda civil como vice-presidente, também foi procurado para falar sobre a irregularidade e os riscos aos quais os funcionários públicos foram submetidos, mas não quis se manifestar. Enquanto isso, o soldado Wilis permanece internado em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Franca.
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