Maior medo dos passantes são os assaltos e quedas


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A dona de casa Josiane Aparecida Silva, 24, é uma das que não atravessam sozinha a passarela da Vila Santa Terezinha, às escuras desde sua entrega. Moradora da região, ela sempre precisa ir à casa da tia no bairro Moreira Júnior. “Quando preciso passar do outro lado, prefiro ir pela rodovia”, disse. Outra que anda alguns quilômetros a mais em vez de atravessar uma passarela sem iluminação é a filha de 15 anos da dona de casa Lúcia Maria Santos da Silva. “Moro no Engenho Queimado e minha filha estuda à noite e não pode passar pela passarela aqui do lado da nossa casa”, disse em referência à ponte que liga o bairro ao Jardim Santa Luzia. Para chegar em casa, a estudante da Escola Estadual “David Carneiro Ewbank” contorna pelo viaduto da Rua Francisco Marques. “Pedimos atenção para as autoridades, mas ninguém nos atende”, completou o aposentado José Rosa de Andrade, marido de Lúcia. Na passarela entre o Jardim Aeroporto I e o Recanto Elimar I, na Rodovia Ronan Rocha, a situação não é diferente. O sapateiro Robert Martins, 22, sempre teme atravessar o local na hora de ir para a academia. “Se para o homem é perigoso, imagina para uma mulher”, disse. Martins também pediu por iluminação nas ruas paralelas às passarelas. “Sempre vejo as pessoas pulando a cerca e arriscando a vida pela rodovia. Isto é um absurdo e precisa de providências”.

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