Os filhos de Gandhi voltaram


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O carnavalesco Maximiliano Gomes mostra a bandeira da Filhos de Gandhi: retorno com muito estilo
O carnavalesco Maximiliano Gomes mostra a bandeira da Filhos de Gandhi: retorno com muito estilo
Para a escola de samba Filhos de Gandhi, o Carnaval de 2006 é especial. O desfile do próximo sábado marcará a volta da agremiação à passarela do samba depois de 18 anos ausente. Além da demora da prefeitura no repasse de recursos, a escola teve de enfrentar outro desafio: recuperar seu patrimônio, praticamente perdido por conta do afastamento. Para isso, foram gastos cerca de R$ 4 mil na compra de novos instrumentos para a bateria e provindenciadas novas armações para carros alegóricos. Renovada, a escola poupou gastos. Optou por não contratar carnavalesco. Todo o trabalho de barracão é coordenado por um grupo formado por dirigentes e integrantes da escola. “Depois, passamos todos os desenhos para as costureiras, que executam nossas idéias”, explica, aos risos, o presidente da escola, Lázaro Barato. Neste ano, ele tem o apoio de Maximiliano Gomes Filho, presidente da escola de 1978 a 1987, quando a escola deixou de desfilar. Como o próprio Lázaro diz, na tentativa de “sair do zero”, a Filhos de Gandhi promete não fazer feio na avenida. Última a se apresentar na Avenida Integração no desfile do Grupo A, sábado à noite, a escola levará cerca de 200 componentes, distribuídos em seis alas e três alegorias. Com o enredo Tributo a Vicente Leporace, presta uma homenagem ao jornalista Vicente Leporace, hoje nome de bairro na cidade. O tema será desenvolvido desde o nascimento de Leporace, em São Tomás. Passará por sua carreira no rádio, cinema e na TV, onde, pela Bandeirantes, comandou o programa Trabuco. Na comissão de frente, bailarinos do grupo American Country homenagearão a terra natal de Leporace. Outro destaque é a Ala dos Artistas, que contará com a presença de atores do teatro francano. NO GOGÓ Enquanto a escola corre para deixar tudo a tempo, os componentes estão ansiosos para brilhar na avenida. Um deles é Marcelo Henrique Dutra, 32, que empresta sua voz para as escolas de samba da cidade há dez anos. Quando alguém o chama de “puxador”, ele brinca, ao repetir o mesmo sermão do lendário Jamelão, que, aos 92 anos, até hoje canta os sambas-enredos da Mangueira: “Puxador é quem puxa carroça, sou intérprete”. Fundada em 1974, a Filhos de Gandhi foi bloco até 1979, quando virou escola de samba. Segundo Gomes, o nome dado presta duas homenagens: ao líder pacifista indiano Mahatma Gandhi e ao tradicional bloco baiano Filhos de Gandhi. Neste ano, corre atrás de seu primeiro título .

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