Setor coureiro aceita a proposta de empresários


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Após três meses de negociação, enfim, um acordo. O setor coureiro, que realizou no final da manhã de ontem uma assembléia para decretar o estado de greve da categoria, acabou aceitando a proposta do sindicato patronal. “O movimento grevista foi descartado”, disse o diretor-executivo do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Artefatos de Couro de Franca, José Ferreira Filho. Segundo ele, ficou acordado o aumento de 6,5%, o que representa os 5,05% de inflação do período e 1,45% de aumento real. “Não é o que pedimos, mas de aumento real teremos mais do que tivemos no ano passado”, disse Ferreira Filho, referindo-se ao 1,14% obtidos em 2005. O piso salarial pulou dos atuais R$ 470 para R$ 561 (R$ 501 mais R$ 60 referentes à insalubridade). As demais reivindicações da categoria, como o abono escolar no valor de R$ 110 para filhos de funcionários que estejam freqüentando a escola (até 16 anos) e para os trabalhadores estudantes e a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) foram aceitas. “Só o valor da PRL ficará abaixo do que pedimos. Queríamos o equivalente a cem horas de trabalho, mas ficará por 70. Quem tiver faltas justificadas ganhará 80 horas”. Com o reajuste salarial, a hora, que valia R$ 2,14, passa a valer R$ 2,27. O pagamento da primeira parcela será feito no dia 15 de abril e o da segunda, em 15 de outubro.

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