Seis postos de combustíveis da região central de Franca foram inspecionados ontem por fiscais da Secretaria da Fazenda e do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). A operação De Olho na Bomba, iniciada em abril do ano passado, faz parte de uma série de inspeções para conferir a documentação fiscal da origem dos combustíveis comercializados e o aspecto quantitativo (se a bomba está realmente marcando a quantidade indicada no abastecimento). Dos postos visitados, nenhum apresentou problemas com relação a esses dois itens. Os agentes fiscais também coletam amostras de álcool e gasolina e as enviam para análise no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), em São Paulo. “O Instituto faz o exame laboratorial. É que aquele teste de tubo de ensaio realizado nos postos não tem a precisão adequada”, explicou Fábio Cruz, fiscal da Secretaria da Fazenda. “Agora precisamos esperar o resultado. Como estamos fiscalizando sempre e a legislação está bem severa, não temos enfrentado muitos problemas”, explicou.
Segundo Cruz, desde o início da operação, foram fechados 72 postos no Estado de São Paulo. Em Franca, os casos mais graves foram o de uma distribuidora de combustíveis que teve sua inscrição na Secretaria da Fazenda cassada por atuar com documentação fraudulenta e um posto que está sendo processado por vender combustível adulterado. “No caso desse posto, o dono teve sorte porque foi pego 15 dias antes de a nova lei entrar em vigor”. Se houvesse sido flagrado depois teria seu estabelecimento fechado e estaria proibido de exercer a atividade por cinco anos.
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