O depoimento do pastor e um dos coordenadores da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Franca, José Nilton Gama da Conceição, ontem, na Delegacia da Mulher (DDM), pouco ajudou nas investigações sobre a tentativa de estupro de uma fiel menor de idade, supostamente cometida por um auxiliar de pastor da mesma igreja em 2005. A novidade ficou por conta de uma fotocópia do RG do acusado, ACG, 20, que foi entregue por José Nilton à polícia e deverá ser o ponto de partida para encontrar o auxiliar de pastor. Ele é acusado de tentar manter relações sexuais com uma garota de 12 anos, hoje no oitavo mês de gestação, dentro do templo da Avenida Moacir Vieira Coelho. Apesar de não ter sido consumado o estupro, a menina engravidou, pois o rapaz teria ejaculado próximo a seu órgão genital.
Ontem, após ser ouvido pela delegada Graciela Ambrosio, José Nilton, se negou a dar entrevista, limitando-se a dizer que o que tinha a dizer estava no depoimento prestado à polícia. Mas o que disse pouco acrescentou às investigações. Na verdade, apenas levantou dúvidas quanto ao método de contratação de pastores pela instituição religiosa. Nilton disse não ter conhecimento sobre o paradeiro do acusado e nem de onde ele teria vindo antes de atuar como pastor em sua igreja. O pastor também afirmou não ter nenhum outro registro de ACG em seus arquivos. Mesmo com poucas informações, a delegada Graciela David Ambrosio, titular da DDM local, pretende fechar o cerco para deter o acusado.
De acordo com ela, o RG poderá fornecer pistas sobre o paradeiro do pastor que trabalhou durante quatro meses em Franca. Há suspeitas de que ele tenha mulher e dois filhos em São Miguel Paulista. “O número do RG nos deu um número em São Paulo e agora vamos entrar em contato com a Vara de Família de lá”, revelou a delegada.
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