Rodolfo César
da Redação
Uma jovem de 19 anos foi atingida no joelho por uma bala perdida em pleno Centro de Franca ontem. Noely Cristina de Souza Messias fazia o curso para tirar carteira de habilitação e, do lado de fora do prédio, acontecia um assalto a um malote do posto de combustíveis Select. Fabiana Rosa Cintra, 31, dirigia um Celta da empresa em companhia do segurança Valter Domiciano de Souza, 35. Eles levavam R$ 8,7 mil para serem depositados em uma agência bancária do Centro. Ao seguirem pela Rua Saldanha Marinho, no cruzamento com a Rua Júlio Cardoso, a mulher parou o carro por causa da preferência de outra via. Foi quando os bandidos os abordaram.
O assaltante que estava na garupa de uma moto bateu a cabeça da mulher contra o volante do carro e pediu que o segurança entregasse o malote colocado embaixo do banco para não levantar suspeitas.
Sob a mira de um revólver, uma das vítimas entregou o dinheiro que estava em um pacote ao bandido que dirigia a moto. Ao fim da ação, o rapaz sentado na garupa resolveu atirar contra o segurança. A bala passou por dentro do veículo sem ferir seus ocupantes e após perfurar uma porta de metal, acertou o joelho de Noely Cristina de Souza Messias. A garota estava sentada assistindo aulas no Centro de Formação de Condutores. Ferida, ela foi socorrida, mas ainda teve tempo de dar entrevista: “A gente ouviu um barulho, mas não imaginei que fosse um tiro”, comentou a operadora de caixa.
Logo depois do disparo, os assaltantes, que estavam em uma Titan verde sem placa, seguiram sentido Rua Júlio Cardoso para Avenida Champagnat em alta velocidade. “As pessoas saíram correndo e havia gente chorando. A moça lá dentro deu um grito tão alto que a gente ouviu daqui”, disse o gerente da Sapataria da Pizza, Carlos Alberto Martins, 39. Ele e outros funcionários limpavam o restaurante e saíram para a rua ao ouvirem o estampido da arma de fogo. “Só vi a moto correndo em alta velocidade depois do tiro”.
O policial militar Márcio Mendes conversou com as vítimas do assalto e apontou que um dos bandidos era baixo, magro e branco. O outro seria moreno e alto. “Como usavam capacetes, as vítimas não conseguiram ver seus rostos”. Fabiana Rosa chorava muito logo depois do assalto e deixou o carro descer de ré até quase bater em outros veículos estacionados.
O motivo do disparo é uma incógnita para a polícia, pois não houve reação das vítimas. O delegado Gilberto Frejuelo, titular do 1º Distrito, informou ontem à tarde que o caso está na investigação, mas ainda não há pistas dos suspeitos. A Polícia Civil trabalha com as hipóteses de que os bandidos têm um informante na empresa ou que os funcionários que levam o malote eram seguidos há dias pela dupla de assaltantes.
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