Pelo menos dez pessoas assistiam à quinta aula para formação de condutores em uma escola localizada na esquina das ruas Júlio Cardoso e Saldanha Marinho, no centro de Franca, ontem de manhã. Por volta das 9h10, o professor decidiu dar um intervalo e a operadora de caixa Noely Cristina de Souza Messias preferiu ficar sentada em seu lugar. Escolha errada. Sem nem saber, um assalto acontecia do lado de fora do prédio e um disparo do assaltante contra as vítimas do roubo atingiu o joelho da jovem. A bala está alojada e ela não corre risco de morte. “Nunca imaginei que fosse um tiro”, disse.
Ela não percebeu que havia sido atingida. “Fui levantar e percebi que minha perna estava formigando. Coloquei a mão e quando olhei vi o sangue”. Isso foi motivo para a operadora de caixa entender que tinha sido baleada. “Socorro, me ajuda, o que está acontecendo comigo?”, gritava.
Ao mesmo tempo, Noely comentou que viu vários alunos voltando correndo para a sala de aula aos gritos. Duas pessoas que estavam perto dela tentaram acalmá-la e o professor do CFC (Centro de Formação de Condutores) a ajudou a manter a perna imobilizada. A dor, segundo a jovem, era muito grande.
O Corpo de Bombeiros colocou uma tala na perna e a levou para a Santa Casa de Franca. Por volta das 13 horas ela recebeu alta. “Não atingiu nenhum tecido nobre e aparentemente não existem seqüelas”, disse o ortopedista Sergino Dias.
Segundo ele, será preciso um acompanhamento para verificar se haverá rejeição do corpo ao projétil ou o aparecimento de alguma infecção. “Talvez ela fique para sempre com a bala no joelho, sem problema nenhum”. Nesta sexta-feira Noely terá retorno. O curso, que terminaria quarta-feira, não tem data para ser retomado. (RC)
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