A nostalgia dos velhos carnavais


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Vanderlei Domingues, presidente da Unidos da Cidade Nova mostra um dos troféus ganhos pela escola: empolgação para voltar a vencer
Vanderlei Domingues, presidente da Unidos da Cidade Nova mostra um dos troféus ganhos pela escola: empolgação para voltar a vencer
Escola de samba mais antiga de Franca, a Unidos da Cidade Nova pode ser considerada uma família. O presidente da agremiação, Vanderlei Domingos, no posto há mais de 20 anos, estabeleceu ali um verdadeiro laço de união. A filha Vera carrega o pavilhão da escola desde o Carnaval de 1989. Na bateria, o neto Gustavo, 24, é ritmista há 10 anos. E, no barracão, a neta Naiara, 18, acostumada a sair de destaque, coordena a montagem dos carros alegóricos. “Todos nós carregamos essa escola no coração e vivemos por ela”, conta o sorridente Vanderlei. Pela casa de Vanderlei, que também é a sede da “Unidos”, localizada na Avenida Champagnat, registros das glórias da agremiação não faltam. Em uma estante, o presidente deixa expostos os seis troféus de campeã do carnaval francano, conquistados em 59 anos de história. Nas paredes, fotos de apresentações anteriores. Assim é Vanderlei, um sambista que gosta de recordar. Por isso, para 2006, não pensou duas vezes na hora de escolher o enredo da sua escola: Saudade dos Velhos Carnavais. Primeira a se apresentar na avenida, na noite do próximo sábado, a escola convidará o público a reviver os tempos em que as principais formas de brincar Carnaval em grupo eram corsos, ranchos, blocos e cordões. Nas fantasias, todas fiéis às cores da escola, azul e branco, personagens dos carnavais românticos: pierrôs, alerquins, colombinas, almofadinhas e melindrosas. O samba-enredo, composto por Maurício França, promete levantar as arquibancadas da passarela do samba “José Renato Alves”, na Avenida Integração, ao introduzir em seus versos trechos de famosas marchinhas carnavalescas. ‘Pirulito que bate bate, pirulito que já bateu, quem gosta de mim é ela e quem gosta dela sou eu/ Viva o Zé Pereira, viva o Zé Pereira/ Se a canoa não virar, olê, olê, olá, eu chego lá’, são algumas delas. A MÃE DAS ESCOLAS Vanderlei conta que a história da “Unidos” começou em 1947, quando um grupo de amigos, em conversa debaixo de uma árvore, na Praça Nossa Senhora da Conceição, resolveu criar um bloco. Desfilou nesta condição por mais de 20 anos até virar escola de samba. É considerada a mãe das agremiações. “De lá, saíram muitos sambistas, que fundaram outras agremiações, como Pérola Negra e Pavão de Ouro”, diz Dejair Anésio Ferreira, um dos fundadores da “Pérola”.

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