O asfalto francano é problema não só nas ruas da cidade como também no aeroporto “Tenente Lund Pressoto”. Foi por causa de sua baixa compactação, que não suportaria o peso das aeronaves, que as cinco companhias aéreas que operam em Ribeirão Preto, e teriam seus vôos desviados para aeroportos da região (no caso, a disputa estava entre o de Franca e o de Araraquara), escolheram atuar em Araraquara.
Segundo o administrador do “Tenente Lund Pressoto”, Daniel Faleiros Borges, o aeroporto de Franca tem dois problemas: dos 2 mil metros da pista, 300 foram interditados em razão da proximidade da Avenida Euclides Vieira em relação à cabeceira da pista, o que limita o espaço para a decolagem das aeronaves. O outro seria o asfalto. “O aeroporto foi construído em 1977. Em 90, foi feito o recapeamento da pista. Desde então, nada mais foi feito. A pista tem condições de operação normal, como fazemos agora”, disse.
De acordo com ele, a preocupação é com as fissuras que a massa asfáltica apresenta. “Isso compromete a segurança. Com a movimentação constante de aviões de médio e grande porte, onde há essas fissuras poderiam ocorrer afundamentos da pista, o que poderia provocar acidentes”.
Borges disse que já estavam cientes do problema mas havia sido cogitada a possibilidade de uma parte das empresas operarem em Franca. “As que operam com uma tonelagem menor como a Passaredo e a Ocean Air poderiam vir para cá tranqüilamente”, afirmou o administrador que, até o final da tarde de ontem, não havia recebido nenhum comunicado do Daesp sobre a ida das companhias para Araraquara.
De acordo com ele, a cidade perde com a escolha porque, caso as empresas aéreas viessem para a cidade, o Daesp realizaria reformas na infra-estrutura do aeroporto para atender a nova demanda. “É uma pena, perdemos muito com isso”, lamentou.
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