Se o início de campeonato representou dificuldades em entrar em campo e problemas de bastidores que resultaram na queda do preparador físico Márcio Lassale, aos poucos a Francana se ajeita na Série A-3. Além do prêmio de R$ 100 para cada jogador relacionado para a partida, os jogadores receberão um incentivo de R$ 1.500 de um empresário do ramo de calçados, cujo nome não foi revelado.
Embora nenhum jogador tenha ousado reivindicar pagamentos de salários quando estes estavam atrasados, ou mesmo “bichos” por vitória, a motivação foi evidente nos últimos treinos da equipe. Embora tímidos, os atletas mantêm o bom humor, ao contrário do clima de tensão antes das derrotas para Botafogo e Ferroviária.
A sensação do elenco é a de que, com mais tranqüilidade, os gols aparecerão na seqüência da Série A-3. “O trabalho tem sido bem feito e os jogadores têm correspondido em campo. Uma hora, a maré de azar vai acabar”, declarou o técnico Souzinha, logo depois do empate em 4 a 4 contra o São Carlos, na quarta-feira passada, quando a Veterana teve três bolas na trave e perdeu pelo menos três chances claras de gol nos instantes finais, que poderiam ter dado a primeira vitória na competição.
Embora o resultado obtido em São Carlos tinha transmitido a sensação de frustração, o empate tirou a Veterana definitivamente da zona de rebaixamento para a Quarta Divisão. A equipe está com três pontos ganhos e foi beneficiada pela vitória do Botafogo frente ao Barretos, por 1 a 0, com gol marcado aos 48 minutos do segundo tempo.
Segundo cálculos dos próprios jogadores e da comissão técnica, dos quatro jogos que restam até o final do primeiro turno desta fase, mais duas vitórias poderão ser suficientes para levar a Veterana ao quinto lugar, colocando-a na briga direta por uma das quatro vagas, no segundo turno.
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