Na tentativa de resolver o quanto antes a questão do reajuste salarial dos funcionários das fábricas de calçados, novas negociações ocorrerão nesta semana. Na quarta e na sexta-feiras, serão realizadas reuniões no Ministério do Trabalho entre representantes dos sindicatos dos Sapateiros e das Indústrias de Calçados. Ainda para sexta-feira, às 17h30, está marcada assembléia na sede do Sindicato dos Sapateiros.
Até o momento, as rodadas de negociações entre trabalhadores e empresários do setor calçadista seguem distantes de uma solução. Baseados em três itens - correção salarial, aumento real e produtividade -, os empregados pleiteiam um reajuste de 15% no piso salarial da categoria, o que elevaria o ganho de R$ 420 para R$ 570. Mas os patrões consideram impossível conceder esse acréscimo. “Muitas fábricas estão em crise e, por isso, não possuem condições de pagar o que eles querem”, justifica o presidente do Sindifran (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), Jorge Félix Donadelli.
Na última sexta-feira, o Sindifran apresentou, durante assembléia no Sindicato dos Sapateiros, contraproposta de 2% de reajuste retroativo a fevereiro. Por unanimidade, os cerca de 150 trabalhadores presentes ao encontro a rejeitaram. A proposta dos empresários incluía ainda mais 40 horas de participação nos ganhos da empresa e abono escolar anual de R$ 110.
As discussões sobre o acerto de um novo piso salarial se arrastam há mais de um mês. Apesar de todas as semanas acontecerem reuniões e assembléias, na prática não se sabe o que existe de concreto. Segundo o presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro, além da definição do reajuste, 11 dos 75 itens da pauta de reivindicações faltam ser discutidos.
“Vamos continuar a negociar e esperamos que eles (os empresários) façam uma nova contraproposta, de modo que até março tenhamos uma definição”, frisa Ribeiro.
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