PM envolvido em roubo voltará ao trabalho


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Imagem de arquivo mostra moradores da Rua do Eucalipto, nos Pinhais, ao lado do banco destruído pelo policial militar: Pedro, Rosemeire, Áurea e Maria Amélia (esq. p/a dir.) protestam
Imagem de arquivo mostra moradores da Rua do Eucalipto, nos Pinhais, ao lado do banco destruído pelo policial militar: Pedro, Rosemeire, Áurea e Maria Amélia (esq. p/a dir.) protestam
Paulo Godói da Redação O soldado Alexsander Charles Maldonado, 24, preso em flagrante dia 5, acusado de roubar uma fazenda na zona rural de Cajuru, na região de Ribeirão Preto, poderá voltar ao trabalho, dependendo dos rumos que o processo judicial no Tribunal de Justiça Militar tomar. A revelação foi feita pelo comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Franca, tenente-coronel Emerson Justus, numa conversa por telefone nesta semana. A lógica é mais simples do que parece. No presídio Romão Gomes, destinado a policiais militares infratores, Maldonado está sob a tutela da Justiça Militar, que é o órgão que irá julgá-lo. Como um habeas corpus poderá tirá-lo de lá em breve, é bem possível que ele volte a trabalhar. Segundo Justus, isso acontecerá e é bom a sociedade se acostumar com a idéia. À Polícia Militar, disse o comandante, cabe decidir para qual unidade ele irá e qual tarefa desempenhará. Seja qual for o destino, o certo é que o soldado deverá esperar pelo julgamento longe do policiamento nas ruas. Motorista do comandante Justus e um de seus homens de confiança, Maldonado, segundo o próprio chefe, apresentou um desvio de comportamento e será responsabilizado por isso. “Sob o ponto de vista legal, ele ainda é um servidor público e, como tal, tem direito à ampla defesa e a um processo administrativo como qualquer outro”, disse o oficial. Um eventual desligamento da PM pode levar bem mais de seis meses. INJUSTIÇA A prisão do homem que durante meses conheceu toda a rotina, os caminhos, horários e hábitos pessoais do comandante da Polícia Militar da região de Franca sugere muito mais preocupação pessoal para o tenente-coronel Emerson Justus que uma simples questão administrativa para resolver. “Todos aqui dentro estão indignados; imagine o comandante com quem ele serviu”, disse Justus, sobre o subordinado, antes de acrescentar que seus homens estão preparados para enfrentar o crime e o criminoso nas ruas, não dentro da corporação e entre seus integrantes. “Mas seria mesquinho e injusto por parte da população achar que, por ser motorista do comandante, vamos alisar a cabeça dele”, falou o oficial. “Isso seria desacreditar o trabalho que desenvolvemos todos os dias”. Outros dois casos recentes relacionados à área de segurança pública estão sendo investigados; um pela Prefeitura e outro pelo Ministério Público, que investigam o emprego, em horário de trabalho, de dois guardas civis municipais na proteção a convidados de uma festa particular realizada na chácara do comandante da corporação, Marco Régis Cordeiro. Outro processo na Polícia Militar de Franca investiga uma discussão na qual se envolveram um sargento e mais de 70 moradores do Parque dos Pinhais.

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