O 1º sargento Marcos Emerenciano de Souza, 49, ao menos temporariamente, não compõe mais a equipe da Força Tática do batalhão da Polícia Militar de Franca. Afastado do grupo, mas não do trabalho, ele responde a um processo por infração disciplinar, aberto pela corporação após a confusão generalizada que o militar criou no dia 4 de fevereiro no Parque dos Pinhais, bairro onde mora.
Apelidado de “Xerife dos Pinhais” e chamado por outros nomes menos glorificantes, o sargento Marcos passou a ser odiado na rua do bairro onde reside com a família, depois de destruir um banco usado pela comunidade.
Ao ato, aparentemente banal, seguiu-se uma revolta envolvendo mais de 70 moradores, que acusam o militar de ofender verbalmente diversas pessoas e agredir fisicamente um deficiente.
Acionados, policiais militares foram em três viaturas ver o que estava acontecendo, quando foram recebidos, ao mesmo tempo, pelo sargento e pela multidão, que queria que ele fosse preso. Além do que já tinha feito, o policial, com mais de 30 anos de serviço, ainda desrespeitou os companheiros de farda publicamente. Este comportamento, em si, parece ter sensibilizado muito mais o comando da PM de Franca, que abriu processo por infração disciplinar para apurar a postura do sargento em relação aos outros policiais, e não pela discussão e suposta agressão a um dos moradores do bairro.
Na opinião do tenente Marco Araújo, major João Paulo Brandão e tenente-coronel Emerson Justus, respectivamente, comandante da Força Tática, sub-comandante e comandante do 15º Batalhão, ficou caracterizada como uma discussão entre vizinhos, sem envolver a corporação ou a condição de policial.
Na segunda-feira seguinte ao bate-boca nos Pinhais, uma comissão de moradores foi até o batalhão para formalizar denúncia contra o sargento Marcos Emerenciano, que, agora, entrará em período de férias.
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