O Ministério Público ainda não sabe quando irá concluir o processo que investiga o emprego irregular de dois guardas civis municipais, no horário de trabalho, como seguranças em uma festa particular promovida pelo comandante da corporação, Marco Régis Cordeiro, em chácara de sua propriedade no dia 8 de janeiro. Segundo o promotor Paulo Cesar Borges, a Prefeitura terá dez dias, a partir de segunda-feira, para informar os vencimentos dos dois guardas, mais as obrigações sociais a que a administração está vinculada.
O representante do Ministério Público não quis adiantar quais os rumos que pretende dar ao processo, embora possa exigir a devolução do custo de um dia de trabalho dos dois servidores aos cofres públicos. E a conta será de Marco Régis. Também não está afastada a possibilidade do pedido de abertura de uma ação por improbidade administrativa.
O comandante da Guarda Civil Municipal, que é coronel da Polícia Militar aposentado, repetiu ao Ministério Público as mesmas afirmações que havia feito à imprensa. Para ele, não há nenhum problema em destacar homens da guarda para prestar segurança, desde que o pedido seja feito com antecedência. Assim vale para qualquer cidadão, segundo Cordeiro. O promotor não quis comentar o depoimento do comandante.
Para Paulo Borges, uma eventual ação por improbidade administrativa abrangerá apenas a pessoa de Marco Régis Cordeiro, embora secretários municipais tenham participado da festa. Odair Tristão, secretário de governo, disse que está aguardando pela conclusão do Ministério Público para se pronunciar. Ele não adiantou se Marco Régis Cordeiro será mantido na função de chefe da Divisão de Segurança Municipal ou de comandante da GCM após o escândalo. No dia 19 de janeiro, Cordeiro pediu afastamento temporário por 30 dias, alegando não querer atrapalhar as investigações.
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