Fotos do ‘Comércio’ levaram polícia ao assassino


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A reportagem do Comércio da Franca acompanhou passo a passo, desde o início, todos os detalhes que levaram à prisão dos três acusados de participação no assassinato dos irmãos Pires. O caso começou a ser “derrubado” na tarde do dia 11 de janeiro, uma quarta-feira, quando os investigadores Sandro e Lucas, da DIG, descobriram que rodas parecidas com as retiradas do Vectra ocupado pelos dois irmãos estariam em uma casa no Jardim Aeroporto II. Acompanhados do repórter Edson Arantes e do fotógrafo Silva Júnior, passaram diante da garagem da referida residência. Da rua, os objetos foram fotografados com a máquina digital do Comércio. Instantes depois, os policiais seguiram para a casa de familiares das vítimas e mostraram as imagens das rodas. Foram reconhecidas na hora. “Não tenho dúvidas. São do meu carro, até mesmo os pneus”, disse o motorista ALP, 32, irmão de Robson e Carlos Eduardo. O misterioso duplo homicídio começava a ser esclarecido. Os policiais foram até a residência e apreenderam as rodas, as quais estavam no Chevete de Jeferson Lourenço Campos. Questionado sobre a procedência, disse que as havia adquirido de dois conhecidos, os quais teriam matado os dois irmãos para roubá-las. “Na posse desta informação, chegamos a Daniel e ao menor, até então, os dois únicos suspeitos”, contou Sandro. Até aquele momento, Jeferson era tido apenas como um mero suspeito. O Comércio tinha conhecimento dos detalhes da investigação, mas qualquer divulgação antecipada dos fatos poderia atrapalhar a elucidação do caso. Na madrugada de sexta-feira, Daniel e o adolescente de 17 anos foram presos e confessaram participação no crime, mas afirmaram que o autor dos disparos era Jeferson. Preso no começo da noite, tentou negar, mas diante das evidências, admitiu a autoria do assassinato. Às 23 horas, falou com exclusividade ao Comércio e disse que a morte dos irmãos foi encomendada. Por mais incrível que possa parecer, o menor é o único que está na cadeia. Como não havia mandado de prisão expedido pela Justiça contra eles, Jeferson e Daniel foram liberados no fim da noite de sexta-feira após prestarem depoimento. A Polícia Civil aguarda, para esta segunda-feira, ordem judicial para enviá-los à cadeia. Resta saber se serão encontrados novamente ou se já “deram linha”, expressão usada por criminosos, a qual tem o mesmo significado de ‘fugiram’.

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