Maisa Infante
da Redação
A primeira noite do garoto Jheck Brenner de Oliveira, 5, em casa, foi inesquecível para a mãe, Rosemara dos Santos Souza. Depois de dez meses vendo o filho apenas durante algumas horas, no hospital, Rosemara nem sem preocupou em dormir. “A noite foi maravilhosa!”, disse na manhã de ontem, sem demonstrar cansaço. “Nem parecia de verdade. Quando eu cochilava, acordava assustada, olhava para ele e achava que eu estava sonhando”.
Desde sexta-feira, o garoto está em casa. Jheck tem uma doença degenerativa, não mexe os braços, as pernas e nem o pescoço. Estava há dez meses internado no Hospital Unimed. Depois de muita luta e contando com a solidariedade de diversas pessoas, Rosemara conseguiu reformar a casa e tirar o menino do hospital. Agora, o que ela mais quer é cuidar do filho e curtir os momentos ao seu lado.
A mãe tem certeza que Jheck entende tudo o que acontece a sua volta. Então, não poupa carinhos: quer vê-lo sempre arrumado, por isso se preocupa com a roupa que ele usa; abusa de frases como “ele não é lindo?” e “anjinho da minha mãe”, para as visitas que chegam a sua casa; e não economiza nos beijos e carinhos que oferece a ele. Para ela, ter que monitorá-lo 24 horas por dia, já que o menino precisa de aparelhos para sobreviver, não é nenhum sacrifício. “Eu estou muito feliz. Nem acredito que posso ficar o dia inteiro com ele”, disse. Ontem, Rosemara recebeu a ajuda de uma enfermeira do Hospital Unimed, que ficou na casa durante um período do dia, e do fisioterapeuta. “Agora no começo eles vão me ajudar”, explica.
Quando questionada se não tem medo de lidar com todos os aparelhos, que são imprescindíveis para a vida do Jheck, ela diz com convicção. “Não tenho medo. E acho que com a experiência vai ser cada vez melhor”.
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