A polêmica envolvendo o menino Jheck Brenner de Oliveira começou quando seu pai, Jeson de Oliveira, anunciou que pediria a eutanásia do filho. Separado da mãe e sem vê-lo desde que está no hospital, Jeson diz não suportar ver o filho passar as 24 horas do dia em uma cama. Na época em que o caso ganhou repercussão (agosto do ano passado), a posição radical de Jeson chocou todo o País e ele acabou desistindo de ingressar na Justiça com o pedido de eutanásia (deligamento dos aparelhos que o ajudam a sobreviver).
Ao contrário da mãe, Jeson não vê o filho há meses. “Quando o vejo eu entro em pânico”, disse. “Ainda há algo no ar entre eu e a mãe dele. Não tem clima. Tenho saudade do meu filho, mas lá no hospital eu já não tinha condições psicológicas de vê-lo. Ao lado dela (mãe), ficou praticamente impossível”, disse. Diferentemente da mãe, que diz ter certeza de que Jheck está muito mais feliz em casa, Jeson acha que o garoto não entende nada. “O olhar dele não tem vida”, diz. “Eu amo meu filho desesperadamente, mas acho injusto alguém viver nas condições dele. Ele não come chocolate, não joga bola. Quer viver sem vida? É uma frase forte, mas se alguém for contra minha posição que se coloque no lugar do Jheck e me prove o contrário, que é justo viver assim”, diz.
Quando questionado se desistiu de entrar na Justiça para pedir a eutanásia do filho, Jeson diz que não. “A hipótese de eutanásia não está totalmente descartada. Por hora, deixa ela (a mãe) curtir o filho um pouco”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.